
10/03/2026 às 15:30
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que considera as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “ameaças significativas à segurança regional”, em razão do envolvimento com tráfico de drogas, violência e crimes transnacionais. A avaliação foi divulgada por um porta-voz do órgão e repercutida pela imprensa internacional. As infomacões foram noticiadas pelo Metropoles, checadas pelo REPORTERPB.
Em resposta a questionamentos da imprensa, o representante do governo norte-americano declarou que a preocupação está relacionada à atuação das facções além das fronteiras brasileiras. “Os Estados Unidos veem as organizações criminosas do Brasil, incluindo PCC e CV, como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento em tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, afirmou.
O Departamento de Estado também informou que não comenta previamente decisões sobre a eventual classificação de grupos como organizações terroristas. “Não comentamos previamente possíveis designações de organizações como terroristas. Estamos plenamente comprometidos em tomar as medidas apropriadas contra grupos estrangeiros que se envolvem em atividades terroristas”, acrescentou o porta-voz.
A declaração ocorre em meio a discussões internas no governo norte-americano sobre a possibilidade de incluir as duas facções na lista de Foreign Terrorist Organizations (FTO), instrumento jurídico utilizado pelos Estados Unidos para ampliar sanções e mecanismos de combate a organizações consideradas ameaças à segurança.
Nos últimos dias, países da América Latina também aderiram à iniciativa denominada Escudo das Américas, voltada ao combate à atuação de cartéis e redes de narcotráfico em todo o continente.
Debate com o governo brasileiro
O governo brasileiro tem manifestado posição contrária à classificação das facções como organizações terroristas. Autoridades argumentam que, pela legislação brasileira, o terrorismo está associado a crimes motivados por razões ideológicas, políticas ou religiosas, o que não se aplicaria a grupos criminosos voltados principalmente ao lucro.
Além da discussão jurídica, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que uma eventual designação desse tipo poderia gerar impactos diplomáticos e questionamentos relacionados à soberania nacional.
O tema também passou a integrar o debate diplomático entre Brasil e Estados Unidos e pode entrar na pauta de discussões bilaterais sobre cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Fonte: Repórter PB
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