
05/03/2026 às 15:22
Mulheres seguem enfrentando barreiras graves no acesso à saúde e na garantia de renda, especialmente durante doenças, maternidade e na velhice. É o que revela um novo relatório da OIT, Organização Internacional do Trabalho.

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a OIT reforça que, apesar de avanços em alguns países, as mulheres ainda não se beneficiam de forma igualitária dos sistemas de saúde – mesmo onde a lei garante esse direito.
A agência explica que isso acontece porque persistem desigualdades estruturais no mercado de trabalho: acúmulo da maior parte do trabalho de cuidado não remunerado, salários mais baixos, mais interrupções na carreira e maior risco de informalidade.
O resultado é direto: menos contribuições aos sistemas de proteção social, menor acesso a benefícios e maior risco financeiro justamente quando precisam de atendimento de saúde.
A agência chama atenção também para as mulheres idosas, que têm maior risco de pobreza, pensões menores e necessidades de cuidado que continuam sem resposta adequada.
Entre as recomendações, o relatório da OIT destaca: criar pacotes de benefícios que atendam às necessidades de saúde das mulheres ao longo de toda a vida; garantir serviços de qualidade próximos de onde elas vivem; ampliar a proteção financeira por meio de uma repartição mais justa de riscos; e enfrentar fatores sociais que alimentam desigualdades em saúde.
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