
19/02/2026 às 18:54
O uso da inteligência artificial, a IA, está transformando a forma como as agências humanitárias levam assistência alimentar às populações necessitadas. Essa nova realidade foi apresentada nesta quinta-feira (19), durante a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, na Índia.

No evento, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas apresentou soluções colocadas em prática para salvar vidas. Um exemplo é a introdução de dispensadores de grãos com identificação biométrica, armazéns automatizados por sensores e plataformas de mapeamento de crises.
O grande destaque da exposição é o Annapurti, que funciona como um "caixa eletrônico 24 horas", mas que, em vez de dinheiro, entrega porções precisas de diversos tipos de grãos, como arroz e trigo. O sistema utiliza a biometria de forma simples e rápida: o beneficiário só precisa encostar o dedo no sensor e retirar seu alimento.
O projeto piloto começou na cidade indiana de Gurugram e já está se expandindo para campos de refugiados e zonas urbanas de baixa renda do país. O Annapurti ainda pode ser calibrado para entregar outros grãos, como milho, e até leguminosas, como lentilha e grão-de-bico.
A agência da ONU para a fome também apresentou os "armazéns inteligentes", em que sensores monitoram a umidade e pragas em tempo real, evitando que a comida estrague antes de chegar ao consumidor. Além disso, novos sistemas de mapeamento de crise e otimização de rotas estão sendo usados para atender a vasta rede de assistência na Índia, que alimenta mais de 800 milhões de pessoas mensalmente.
Estima-se que essas ferramentas de IA aumentem a eficiência das operações humanitárias na Índia em até 50%.
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