
13/02/2026 às 16:25

Padre Egídio de Carvalho Neto, ex-diretor do Hospital Padre ZéTV Cabo Branco/ReproduçãoA 3ª Vara Criminal de João Pessoa condenou o ex-diretor do Hospital Padre Zé, Egídio de Carvalho Neto, e o ex-chefe do setor de tecnologia da unidade, Samuel Rodrigues Cunha Segundo, por desvio de itens eletrônicos doados pela Receita Federal. A sentença foi assinada pela juíza Ana Christina Soares, nesta sexta-feira (13).✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsAppOs dois foram condenados por apropriação indébita majorada, em concurso de pessoas e continuidade delitiva. Padre Egídio foi condenado a 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Samuel recebeu pena de 4 anos, 7 meses e 16 dias, também em regime semiaberto. Ambos os réus foram condenados a ressarcir em R$ 525.877,77 por danos materiais e a pagar R$ 500 mil por danos morais coletivos. A decisão ainda cabe recurso. Padre Egídio ainda responde por outros processos na Justiça envolvendo outras condutas como diretor da instituição. O g1 entrou em contato com a defesa dos dois condenados. A defesa de Samuel Segundo disse que vai recorrer e o advogado de Padre Egídio disse que ainda não teve acesso à decisão, mas a considera "uma injustiça". Segundo a decisão, 676 itens eletrônicos, entre celulares, tablets e outros aparelhos de alto valor, foram desviados após serem doados ao Instituto São José, que mantém o hospital.A sentença aponta que os produtos foram vendidos no mercado paralelo, com pagamentos feitos principalmente em dinheiro. De acordo com o processo, parte dos equipamentos foi separada e armazenada na sala da presidência da instituição. Posteriormente, 12 de 15 caixas com os eletrônicos foram encontradas vazias.A juíza entendeu que houve divisão de tarefas entre os réus. Samuel seria responsável pela venda dos aparelhos, enquanto o Padre Egídio, na condição de diretor-presidente, exercia o controle e comando da ação.Relembre o casoSTF nega pedido de revogação da prisão do padre Egídio de Carvalho NetoEgídio é apontado como líder de uma organização criminosa que teria desviado R$ 140 milhões de reais destinados a instituições como o Instituto São José, mantenedor do Hospital Padre Zé, e a Ação Social Arquidiocesana da Paraíba.As investigações indicam que os valores, provenientes de convênios com a Prefeitura de João Pessoa e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e que seriam destinados à prestação de serviços públicos e sociais, foram utilizados para aquisição de bens de luxo, incluindo imóveis de alto padrão, veículos e obras de arte.Além disso, ele teria subtraído produtos doados pela Receita Federal ao hospital, incluindo iPhones, que deveriam ser leiloados em benefício da entidade.Padre Egídio deixou a direção do Hospital Padre Zé em outubro de 2023, logo após a denúncia de furto de 100 celulares doados pela Receita Federal, que seriam vendidos em um bazar para arrecadar recursos para o hospital. Após a revelação do esquema, ele foi afastado de todas as funções eclesiásticas pela Arquidiocese da Paraíba.Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
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