
13/02/2026 às 13:56
A definição do ministro André Mendonça como relator do chamado Caso Master, no Supremo Tribunal Federal, provocou reações nos bastidores da Corte. De acordo com relatos internos, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli avaliam que o perfil de Mendonça pode tornar a condução do processo mais rigorosa e menos aberta a soluções políticas.
A percepção entre integrantes do Judiciário é de que Mendonça tende a seguir uma linha estritamente técnica, com foco na legalidade formal e pouca margem para negociações fora dos parâmetros processuais. Essa postura já foi observada em casos anteriores, como nas investigações envolvendo fraudes no INSS, quando manteve medidas cautelares e exigiu robustez probatória para concessões processuais.
A expectativa é que, no novo processo, o ministro determine análise detalhada das provas reunidas, cobre fundamentação consistente para qualquer decisão e estabeleça um cronograma próprio para o andamento do caso. Também há a avaliação de que ele evitará decisões de grande impacto político sem ampla justificativa jurídica.
As divergências entre Mendonça e outros membros da Corte não são recentes. Em ocasiões públicas, houve embates sobre os limites da atuação do Supremo, especialmente quanto ao chamado ativismo judicial, o que evidenciou diferenças de visão dentro do tribunal.
Com a redistribuição da relatoria após a saída de Toffoli, o processo entra em nova fase. Para parte dos ministros, a condução sob Mendonça pode trazer maior previsibilidade técnica. Para outros, representa um endurecimento que amplia tensões internas.
O certo é que a mudança altera o eixo de comando do caso e influencia o ambiente institucional do Supremo em um dos julgamentos mais sensíveis do momento.
Fonte: Repórter PB
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