
20/01/2026 às 16:30


Com trajetória frequente na Berlinale, Aïnouz retorna à competição com um projeto de alcance internacional, após passagens marcantes por grandes vitrines do cinema autoral. Em 2019, o cineasta venceu o prêmio Un Certain Regard, no Festival de Cannes, com A Vida Invisível, consolidando seu nome entre os realizadores brasileiros de maior projeção no exterior.
Aïnouz destacou que o festival aposta em um cinema de inovação, o que o torna uma vitrine perfeita para o filme, "que investe num afiado senso de humor, marcado pela transgressão e ousadia, valores que são sinônimos do próprio festival e da cidade de Berlim".
"Estar ao lado dos filmes selecionados me deixa profundamente lisonjeado”, comemorou.
Com sinopse divulgada, mas ainda sem tradução em português, o filme é ambientado em uma mansão na Catalunha. Rosebush Pruning é descrito como uma sátira contemporânea sobre as contradições da família tradicional.
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A trama acompanha quatro irmãos, que são herdeiros de uma fortuna que os mantém isolados do mundo exterior. Entre roupas de grife e conflitos afetivos, eles ignoram as demandas do pai cego até que a decisão do irmão mais velho de deixar a casa desencadeia uma espiral de revelações, mentiras e violência.
O roteiro é assinado por Efthimis Filippou, indicado ao Oscar por O Lagosta. A equipe criativa reúne profissionais premiados, como a figurinista indicada ao Oscar Bina Daigeler, o diretor de arte Rodrigo Martirena e a diretora de fotografia Hélène Louvart, colaboradora recorrente de Aïnouz.
A presença brasileira no Festival de Berlim 2026 vai além da competição principal e se espalha por diferentes mostras do evento, consolidando um momento de forte visibilidade do audiovisual nacional.
Na Generation Kplus, voltada ao público jovem, foram selecionados Feito Pipa (Gugu’s World), de Allan Deberton; Papaya, de Priscilla Kellen, o primeiro longa brasileiro de animação a integrar a seleção do festival; e o documentário A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai.
Na mostra Panorama, uma das vitrines centrais da Berlinale, o Brasil marca presença com Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira. Já na seção Forum, historicamente associada à liberdade estética e à experimentação formal, foi escolhido Fiz um foguete imaginando que você vinha, de Janaína Marques.
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