
19/01/2026 às 21:18
A Justiça britânica negou nesta segunda-feira (19) o direito da mineradora australiana BHP de recorrer da decisão que responsabilizou a empresa pelo rompimento da barragem de Mariana, em 2015, no Brasil.

Após dez anos de julgamento, o Tribunal Superior de Londres considerou a BHP "estritamente responsável, como poluidora, pelos danos causados pelo rompimento", citando especificamente sua "negligência".
A decisão abre caminho para o pagamento de 36 bilhões de libras esterlinas, cerca de R$ 259 bilhões, em indenizações a 620 mil requerentes do processo.
O caso referente à indenização será analisado em um segundo julgamento, com início previsto para outubro deste ano.
Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem do Fundão, perto da cidade de Mariana, em Minas Gerais, provocou um deslizamento de lama tóxica que percorreu 650 quilômetros pelo Rio Doce até o Oceano Atlântico.
O desastre causou 19 mortes, deixou mais de 600 pessoas desabrigadas, matou milhares de animais e devastou áreas de floresta tropical protegida.
A barragem era operada pela Samarco, empresa controlada pela BHP e pela brasileira Vale.
A companhia tinha duas sedes na época do desastre, uma das quais ficava em Londres, o que explica o longo processo civil na capital britânica.
*Com informações da Agência Reuters
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