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Ferramenta de monitoramento vai acompanhar saúde de crianças indígenas

Rádio Agência

19/01/2026 às 20:18

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O Ministério da Saúde acaba de dar um passo importante para a promoção da saúde de crianças indígenas. Foi lançado nesta segunda-feira (19) o primeiro módulo de Monitoramento do Desenvolvimento na Infância dentro do Sistema de Atenção à Saúde Indígena, o SIASI – uma plataforma que gerencia informações sobre a saúde dos indígenas.

O programa funciona como uma ferramenta de apoio às equipes multidisciplinares na avaliação dos marcos de desenvolvimento das crianças. São verificadas questões neuropsicomotoras, sinais de risco para os transtornos do espectro autista e identificação de situações de vulnerabilidades, incluindo suspeitas de violência.

Para a Diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena, Putira Sacuena, a iniciativa também vai fortalecer a articulação entre a atenção primária, a vigilância em saúde e o diálogo com especialistas das medicinas indígenas.

“A sistematização dessas informações em saúde é um eixo totalmente estratégico para o cuidado da infância indígena, pois permite o monitoramento contínuo do crescimento e do desenvolvimento das crianças, mas, principalmente, a identificação precoce de risco e vulnerabilidades.”

Anteriormente, a ausência de um campo específico para o rastreio do desenvolvimento infantil no sistema SIASI comprometia a padronização e a análise de dados. A atualização corrige essa lacuna, viabilizando a supervisão integral de crianças de 0 a 10 anos.

Planejamento na assistência 

De acordo com a assessora técnica do Departamento de Gestão da Saúde Indígena, Juliane Azevedo, a partir dessa base de dados será possível um planejamento mais assertivo na assistência à saúde da criança indígena.

“Toda essa ferramenta vem para nos auxiliar a fazer uma boa gestão, para trazer melhorias para a assistência da saúde indígena, da criança indígena. Então, desde o teste do pezinho até a idade dos 10 anos é uma fase muito importante na vida de uma criança, onde a gente consegue rastrear possíveis doenças até na vida adulta.”

Segundo Vanderson Brito, especialista em Saúde e Educação Escolar Indígena Gabinete de Saúde indígena, o foco principal está na redução da mortalidade infantil, com a aplicação tanto de conhecimentos das ciências ocidentais quanto das ciências indígenas.

“A gente qualifica as informações para o fortalecimento e para garantir a sinergia entre as ciências, as ciências ocidentais e as ciências indígenas, que estão cada vez mais ativas, mais potentes, mais visibilizadas no sistema único de saúde. De modo mais amplo, é que a gente tenha realmente esse, não apenas a compreensão do que são as medicinas indígenas, mas o reconhecimento formal delas como uma estratégia de cuidado e atenção à saúde”.

Participaram dessa atividade representantes dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, que são organizados com base em critérios etnoculturais, geográficos e demográficos. Ou seja, cada distrito agrupa diferentes terras indígenas que compartilham características semelhantes para facilitar a logística e o atendimento de saúde, mas não respeitam necessariamente os limites de estados ou de municípios.

 

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