
19/01/2026 às 12:42
O Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas da comunidade LGBT+ em 2025. Isso significa que, a cada 34 horas, uma pessoa desse grupo foi assassinada no país. Os dados fazem parte do relatório anual do Grupo Gay da Bahia.

O número representa uma redução de apenas 11,7% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 291 mortes violentas.
Entre os casos registrados em 2025, estão 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios que são os roubos seguidos de morte, e 16 mortes por outras causas, como atropelamentos e afogamentos, em contextos de violência motivada por LGBTfobia. O relatório também aponta que três pessoas declaradas heterossexuais foram assassinadas por defenderem pessoas LGBT+, por terem sido confundidas com integrantes da comunidade ou por estarem acompanhadas delas.
O levantamento é realizado há mais de 45 anos, de forma independente e voluntária, e toma como base as notícias veiculadas na mídia, redes sociais, blogs e correspondências enviadas ao grupo baiano. Segundo o próprio relatório, os números não refletem a realidade total, mas evidenciam a omissão e a subnotificação por parte dos órgãos oficiais, que ainda não registram de forma sistemática os crimes motivados por LGBTfobia.
Mesmo assim, o Brasil segue liderando o ranking mundial de assassinatos de pessoas LGBT+, à frente do México, com 40 casos, e dos Estados Unidos, com 10. O documento está disponível no site grupogaydabahia.com.br.
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