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Lucas esqueceu Heron na coletiva de Imprensa em Marizópolis; proposital, ou planejado? A história se repete

A condução da coletiva foi organizada, mas um ponto específico mudou o rumo da conversa nos bastidores: a ausência de citação ao jornalista Heron Cid

Por Pereira Jr. • Articulista Polí­tico

22/04/2026 às 21:34

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Imagem Jornalista, Heron Cid

Jornalista, Heron Cid ‧ Foto: divulgação

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A cidade de Marizópolis se prepara para celebrar os 32 anos de emancipação política, mas, antes da festa, o clima político já chama atenção.

Na manhã desta quarta-feira (22), o prefeito Lucas Braga reuniu aliados, correligionários e membros da imprensa em uma coletiva para apresentar ações da gestão e destacar resultados administrativos. O tom foi de reconhecimento público: elogios à equipe, agradecimentos a apoiadores e, de forma que não passou despercebida, gestos de cordialidade a adversários históricos, como o ex-prefeito Zé de Pedrinho.

A condução da coletiva foi organizada, mas um ponto específico mudou o rumo da conversa nos bastidores: a ausência de citação ao jornalista Heron Cid, considerado um dos aliados mais próximos do prefeito desde o período pré-eleitoral até a atual gestão.

O silêncio não passou despercebido. Em política, o que não se diz também comunica. E, nesse caso, a ausência de Heron nos agradecimentos públicos abriu espaço para uma leitura mais direta: estaria em curso um possível rompimento político?

Até o momento, não houve qualquer justificativa pública por parte do prefeito Lucas Braga sobre a omissão. O gesto, por si só, ganhou força como sinal político e passou a ser interpretado como um recado — intencional ou não — dentro de um cenário onde cada movimento tem peso.

Do outro lado, chama atenção o silêncio do próprio Heron Cid. Nenhuma manifestação, nenhuma reação pública. Um silêncio que, nos bastidores, já é tratado como “sepulcral” e que, longe de encerrar o assunto, amplia ainda mais as especulações sobre um possível afastamento entre as duas lideranças.

O episódio também remete a movimentos anteriores na política local, como o rompimento entre o prefeito e o vice Jefferson Vieira, reforçando a percepção de que mudanças de rota podem ocorrer de forma gradual, muitas vezes sinalizadas por gestos discretos.

Fica a pergunta: por que Lucas Braga optou por reconhecer adversários em público e silenciar sobre um aliado histórico? Estratégia, reposicionamento ou desgaste político?

Por enquanto, o que se tem é um cenário aberto, marcado por gestos e silêncios que podem antecipar novos desdobramentos na política de Marizópolis.

Por Pereira Júnior

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