
14/07/2026 às 10:00
A Academia Sousense de Letras (ASL), por meio de seu Núcleo de Pesquisas Históricas (NUPHEAS), lançou uma ação especial dedicada à preservação e ao resgate da memória literária do município de Sousa.
A iniciativa faz parte do calendário oficial de comemorações do aniversário de emancipação política de Sousa, no Sertão da Paraíba, celebrado neste mês.
De acordo com o presidente da ASL, o poeta e produtor cultural Sérgio Silveira, a atividade promove um reencontro entre a nova geração de escritores locais e os patronos e patroneses da instituição.
O projeto joga luz sobre autores que consolidaram a identidade cultural da "terra de Bento Freire" em períodos desafiadores (especialmente a partir de 1952), quando produzir literatura no interior do Nordeste configurava um ato de resistência.
Nesta edição, o projeto destaca a trajetória de quatro patronos fundamentais da academia, cujas produções floresceram entre as décadas de 1960 e 1990: Julieta Pordeus Gadelha, João Romão Dantas, Virgílio Pinto de Aragão e Robson Marques. Conduzido por membros do NUPHEAS, o levantamento reúne documentos raros, fotografias, primeiras edições de obras e o resgate de colaborações históricas na emblemática revista "Letras do Sertão".
A programação de painéis e debates contará com apresentações detalhadas de pesquisadores e acadêmicos:
Virgílio Pinto de Aragão: Terá sua contribuição na literatura e na educação analisada pelo pesquisador Thiago Benevenuto.
João Romão Dantas: O legado poético e educacional do autor de "Dizeres de uma época" e "Pedaços de verdade" será apresentado por Sérgio Silveira.
Robson Marques: Conhecido nacionalmente como o "Guardião do Vale", sua faceta poética, ainda pouco difundida, será o tema do professor Romero Celestino de Sá.
Julieta Pordeus Gadelha: Sua produção literária, com destaque para a obra "Antes que ninguém conte", será esmiuçada pela professora Raudilene Pereira.
O evento, que contará ainda com a participação dos intelectuais Isaías Ehrich, Djacir Pereira e John Leitte, marca também a divulgação de pesquisas inéditas e novos lançamentos editoriais chancelados pela ASL. Mais do que uma homenagem póstuma, a iniciativa consolida a palavra escrita como um patrimônio cultural vivo e impulsionador da identidade contemporânea do Sertão paraibano.
Fonte: Repórter PB
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