
15/09/2026 às 17:30
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, unidade gerenciada pela Fundação PB Saúde, conta agora com uma sala do Ambulatório de Reabilitação Cardiopulmonar de Fisioterapia. O novo serviço amplia a continuidade do cuidado aos pacientes que passaram por procedimentos cardiovasculares e precisam de acompanhamento após a alta.
A proposta é ajudar na recuperação da força, capacidade pulmonar, funcionalidade e autonomia, favorecendo o retorno às atividades de vida diária. Atualmente, os atendimentos acontecem às segundas e quintas-feiras, no turno da tarde, com dois a três fisioterapeutas por dia.
Para o superintendente da PB Saúde, Cícero Ludgero, investir continuamente em assistência de qualidade é uma prioridade fundação. “A implantação de um serviço como este representa o investimento em estrutura e em profissionais especializados, garantindo uma assistência cada vez mais segura e qualificada. Nosso objetivo é que o cuidado continue depois da alta e que os pacientes tenham condições de recuperar sua autonomia e qualidade de vida”, afirmou.
Já a diretora-geral do Hospital Metropolitano, médica Louise Nathalie, destacou que o ambulatório foi estruturado justamente para atender à necessidade de continuidade da assistência. “O Metropolitano tem uma missão clara: cuidar do coração e do cérebro dos nossos pacientes com excelência e humanidade. E cuidar não termina no momento da alta. Muitos pacientes superam eventos cardíacos e pulmonares graves, mas saem do hospital precisando ainda de um acompanhamento para a recuperação de força, autonomia e qualidade de vida. É exatamente para preencher essa lacuna que nasce este novo espaço, para oferecer a recuperação integral de cada paciente”, destacou a gestora.
Continuidade do cuidado após a alta
Segundo a fisioterapeuta Beatriz Ferreira, responsável técnica pela UTI Pediátrica e integrante da equipe do ambulatório, o serviço atende principalmente pacientes cardiovasculares submetidos a cirurgias no Hospital Metropolitano. “Antes, esses pacientes eram devolvidos para a vida sem passar por um serviço de reabilitação. Agora, estão sendo acolhidos aqui no nosso ambulatório para que retornem às atividades de vida diária com o máximo de funcionalidade possível”, explicou.
O fluxo começa após a alta hospitalar, com encaminhamento pelo agendamento cirúrgico para o Ambulatório de Reabilitação. Os pacientes também continuam sendo acompanhados no ambulatório médico, com consultas com cardiologista.
O atendimento começa com a avaliação das capacidades pulmonares e da funcionalidade. A partir dos resultados, a equipe estabelece um planejamento terapêutico individualizado, que pode incluir exercícios para fortalecimento muscular, condicionamento e treinamento da musculatura inspiratória.
A capacidade atual é de oito pacientes por dia, 16 por semana. A expectativa é ampliar o serviço para os cinco dias úteis e, posteriormente, para dois turnos, considerando a demanda de pacientes no pós-operatório. “O acompanhamento pode ocorrer por cerca de três meses após a cirurgia, além de contemplar pacientes que necessitam de reabilitação mais tardia”, explicou Beatriz.
Estrutura completa
A sala foi estruturada para contemplar os três pilares da reabilitação cardiopulmonar: treinamento aeróbico, resistido e muscular inspiratório. O espaço conta com cicloergômetro para exercícios aeróbicos, pesos e caneleiras para o treinamento resistido e o equipamento POWERbreathe para fortalecimento da musculatura inspiratória.
Também estão disponíveis equipamentos de ventilação não invasiva, como CPAP e BIPAP, aparelhos respiratórios usados para manter as vias aéreas abertas e facilitar a respiração, sendo indicados principalmente para distúrbios do sono e problemas pulmonares.
“Antes e depois das sessões, os pacientes têm pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e condições cardíaca e pulmonar avaliadas. Durante os exercícios, permanecem monitorizados com oxímetro portátil”, frisou Beatriz.
A equipe realiza ainda a manovacometria, para avaliar a força muscular respiratória, e o teste de caminhada de seis minutos, realizado em um corredor de 30 metros do hospital. “Cada avaliação é feita de forma bem personalizada. Em cima dos resultados dos testes, definimos o que aquele paciente precisa. A frequência cardíaca de treinamento também é estabelecida individualmente. Então, é um atendimento personalizado e o paciente é monitorizado o tempo inteiro”, explicou Beatriz.
Fonte: Repórter PB
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