Balanço

Trauma de João Pessoa registra redução de 40% nos atendimentos de queimaduras

No ano passado, neste mesmo período, tivemos 18 entradas, o que caracteriza uma redução significativa.

O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, que é referência para casos envolvendo queimaduras, registrou uma redução geral de 40% de atendimentos, no mês de junho, período historicamente conhecido pela alta nos casos. Em junho de 2019 foram contabilizados 115 casos de queimaduras, sendo nove por fogos de artificio, já agora em 2020 foram 69 atendimentos e apenas dois casos por fogos, uma redução de 78%.

Para o coordenador da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ), Emilton Amaral, o mês junino é marcado por campanhas preventivas, mas como este ano foram suspensos os festejos, o complexo hospitalar também constatou redução de queimaduras, nos dias 23 e 24 de junho com apenas cinco casos. No ano passado, neste mesmo período, tivemos 18 entradas, o que caracteriza uma redução significativa. Os principais casos registrados de queimaduras em junho foram: líquido em alta temperatura (40), contato com objeto em alta temperatura (nove) e queimadura por fogo (cinco).

Para Emilton Amaral, a principal causa de queimadura é decorrente do manuseio incorreto de líquidos quentes, como óleo e água, dentro de casa ou no ambiente de trabalho, como restaurantes e padarias. Este foi o caso de Elias Ferreira, 53 anos, sofreu queimadura com água quente em casa. “Foi muito rápido, não percebi que a tampa da chaleira não estava encaixada direito e quando vi, a água fervente virou toda na minha mão. Graças a Deus foi um grande um susto e logo estarei em casa”, frisou.

UTQ – A Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital Estadual de Trauma atende os casos mais complexos e graves de queimaduras. Já tratou e recuperou pacientes com áreas corporais queimadas de até 80%. A UTQ se destaca no Nordeste e no Estado pela alta complexidade no tratamento às vítimas de queimaduras, concedida ao serviço de cirurgia plástica da unidade pelo Ministério da Saúde.

Repórter PB

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