Reunião

Comissão da ALPB apresenta relatório sobre a pandemia e suas consequências na saúde e economia dos municípios

O presidente da Comissão, o deputado Buba Germano, demonstrou preocupação com a evolução da pandemia nas mais variadas regiões da Paraíba.

A Comissão Especial de Acompanhamento e Fiscalização dos Entes Federativos em Estado de Calamidade Pública da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta sexta-feira (03), reunião extraordinária, através do sistema de videoconferência, para a apresentação do relatório que trata do avanço do novo coronavírus no estado, assim como das medidas a serem adotadas para a prevenção à doença e retomada da economia.

O presidente da Comissão, o deputado Buba Germano, demonstrou preocupação com a evolução da pandemia nas mais variadas regiões da Paraíba. A Comissão, segundo ele, tem feito esse acompanhamento semanalmente e os dados apresentados são referentes ao mês de junho. “É importante destacar que de maio pra junho, os casos na Paraíba cresceram em 14 vezes. A Grande João Pessoa apresentou redução de 7,5% da quantidade de casos”, afirmou Buba.

Na região de Campina Grande, no Agreste do estado, de acordo com o relatório, houve um aumento de 4,1%. Buba demonstrou preocupação com o avanço de registros da doença nas cidades de Guarabira, Itabaiana e Mamanguape. “As menores incidências de caso de contaminação pelo novo coronavírus na Paraíba são registradas nas regiões dos municípios de Princesa Isabel, Itaporanga, Monteiro, Cuité e Pombal”, revelou o deputado.

Além da preocupação com a disseminação da covid-19, Buba chamou atenção dos demais membros da Comissão para o avanço do desemprego. Segundo ele, atualmente, a Paraíba aparece como o 5º estado do Nordeste em perdas de postos de trabalhos em decorrência da pandemia. “Estamos falando de empregos formais, imaginem os informais. Nós analisamos também o impacto econômico desta pandemia. O objetivo do relatório é para que com esses dados possamos pensar e projetos futuros”, avaliou.

Em relação às medidas de flexibilização, o deputado Wilson Filho ressaltou a necessidade de transparência nas informações repassadas à população. Para ele, a abertura de alguns setores e a retomada da economia não pode ser associada à diminuição dos riscos de contaminação, pois é na redução das medidas de distanciamento que as regras de prevenção devem aumentar. “É preciso muito cuidado na forma como o gestor informa à população a respeito dos passos que estão sendo dados para a reabertura. É preciso lembrar que a doença ainda existe”, analisou o deputado.

A deputada Camila Toscano defendeu que os municípios paraibanos aumentem a quantidade de testes para o diagnóstico do novo coronavírus com o intuito de evitar as subnotificações e trazer para a população a realidade do avanço da doença. Desta forma, com base em números que se aproximem ao máximo da realidade, será possível, segundo a deputada, “elaborar medidas de retomada da economia e de redução das medidas de isolamento, algo que a população anseia não só por questões econômicas, mas também por efeitos psicológicos”.

A ampliação do debate com setores da economia também foi defendida pelo deputado Doutor Taciano Diniz. Ele fez elogios ao parlamento federal (Câmara e Senado) pela atuação ágil na aprovação de recursos e do orçamento de guerra para o enfrentamento à covid-19 nos estados e municípios, mas pontuou que as empresas estão, nesse momento, necessitando que sejam criadas medidas para garantir o funcionamento e a produção, mantendo, desta forma, o emprego da população.

O deputado Tião Gomes sugeriu que os gestores estaduais e municipais preservem o diálogo, superando divergências políticas para haver concordância nas ações de enfrentamento à pandemia. “Infelizmente, a situação está se agravando e nós vamos passar muito tempo pagando essa conta”, argumentou o deputado.

O relatório elaborado pela Comissão será apresentado na próxima sessão extraordinária da ALPB.

Repórter PB

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