
20/05/2026 às 07:50
Uma rigorosa fiscalização da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) barrou uma tentativa de fuga em massa arquitetada por meio de alvarás de soltura falsificados no complexo prisional de segurança máxima PB1 e PB2, em João Pessoa.
Sete detentos — todos apontados como líderes de alta periculosidade de facções criminosas — chegaram a ser chamados para assinar os termos de liberação, mas os protocolos de conferência do órgão identificaram a fraude antes que as solturas fossem consumadas.
Os documentos apresentavam assinaturas falsas dos magistrados Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz e Carlos Neves, da Vara de Execuções Penais, que confirmaram o teor fraudulento dos papéis.
A investigação inicial revelou um detalhe alarmante: os alvarás falsos foram inseridos no sistema por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sugerindo que os criminosos usaram indevidamente credenciais de servidores públicos para violar a plataforma oficial.
Entre os beneficiários do esquema estavam lideranças do Comando Vermelho (com ramificações na Paraíba e no Rio Grande do Norte), um dos fundadores da facção Bonde do Cangaço (atuante no Litoral Sul) e conselheiros da cúpula da Nova Okaida. Alguns dos envolvidos cumprem penas que ultrapassam 27 anos de reclusão.
Em resposta ao ocorrido, a Seap-PB abriu uma sindicância para aplicar sanções disciplinares aos presos e encaminhou o material à Polícia Civil para identificar os autores da falsificação.
Fonte: Repórter PB
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