
10/06/2026 às 17:00
A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em virtude do período chuvoso, favorável ao acúmulo de água parada.
Segundo o Boletim Epidemiológico nº 06/2026, atualizado até 6 de junho, o estado registrou 3.285 casos prováveis de arboviroses neste ano. Apesar do dado acender um alerta para a prevenção, o balanço aponta uma redução significativa na incidência de doenças em comparação com o mesmo período de 2025.
Do total de notificações, a dengue lidera o cenário estatístico com 3.184 casos prováveis, seguida por 98 registros de chikungunya e três de zika.
Em termos percentuais, a Paraíba obteve uma queda de 29,2% nos índices de dengue, 77,3% em chikungunya e 66,7% em zika em relação ao ano passado. No entanto, a gravidade da situação é evidenciada pela confirmação de cinco óbitos por dengue nas cidades de Alagoa Nova, Bayeux, Campina Grande, João Pessoa e Monteiro, além de outras mortes suspeitas que seguem sob investigação laboratorial.
Para mapear e conter o avanço do vetor, a SES e as gestões municipais ampliaram o uso de "ovitrampas" — armadilhas tecnológicas que detectam a concentração de ovos do mosquito e direcionam os mutirões de limpeza para os bairros mais críticos. Paralelamente, agentes de endemias mantêm visitas domiciliares contínuas para eliminar focos residenciais, como caixas d’água destampadas e quintais desprotegidos.
As autoridades de saúde reforçam que, diante de sintomas como febre, dores no corpo ou manchas vermelhas, a população deve buscar atendimento médico imediato e não ignorar sinais de alarme como dores abdominais e vômitos.
Fonte: Repórter PB
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