Recomendação

MP recomenda elaboração de protocolo para retomada de atividades cirúrgicas

A recomendação foi expedida pela 48ª promotora de Justiça de João Pessoa, Maria das Graças Azevedo, que atua na defesa da saúde.

O Ministério Público da Paraíba recomendou que as Secretarias de Saúde do Estado e de João Pessoa confeccionem um protocolo de orientações sistematizadas para auxiliar o retorno do médico e dos serviços de saúde a esse novo período de convivência hospitalar e comunitária com a covid-19. A recomendação foi expedida pela 48ª promotora de Justiça de João Pessoa, Maria das Graças Azevedo, que atua na defesa da saúde. 


De acordo com a promotora Maria das Graças Azevedo, o objetivo do protocolo é auxiliar o retorno às atividades cirúrgicas com um certo grau de normalidade, primordialmente, visando a redução de custos socioeconômicos.

Conforme a promotora, é importante que os pacientes sejam esclarecidos da necessidade de continuidade de seus tratamentos e que cumpram o protocolo clínico recomendado pelo seu médico assistente. Além disso, o retardo no início, ou na continuidade, do tratamento daqueles pacientes com doenças não emergenciais, pode resultar em aumento da morbimortalidade. 

Ainda é ressaltado pela promotora que, a despeito da pandemia, também há uma alta prevalência na população de doenças crônicas não transmissíveis (doenças cardiovasculares, respiratórias, câncer e diabetes) além de outras como ortopédicas e neurológicas, que necessitam de tratamento cirúrgico, por vezes de urgência.

A promotora explica que a retomada das operações eletivas poderá ser empregada por várias especialidades mas, sempre visando o benefício do indivíduo em relação a diminuição das mortes colaterais à epidemia no Brasil. "Quando consideramos todas as causas de morte no Brasil fica evidente a importância de manter o tratamento com outras enfermidades que não somente a covid-19. Importante destacar que uma retomada de forma não estruturada pode resultar em aumento da mortalidade", destaca a promotora.

"Muitos profissionais de saúde temem que o medo dos pacientes de irem ao hospital para não serem contaminados pelo coronavírus, faça com que negligenciem ou minimizem sintomas importantes e sinais de alerta para doenças graves", destaca a promotora.


Repórter PB

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