
24/04/2026 às 10:33
Na chamada “Mesopotâmia do Sertão”, a política segue daquele jeito que o povo já conhece: quente de dia, mais quente ainda à noite e fervendo nos bastidores. E foi justamente longe dos microfones e das câmeras que o ex-prefeito Zé de Pedrinho, em conversa com aliados, resolveu comentar os acontecimentos que andaram movimentando a semana.
Entre um café forte e outro, daqueles que acorda até pensamento adormecido, o clima era de análise… mas também de recado.
Sobre o influenciador digital Eduardo Pereira; que resolveu bater forte nas redes sociais, Zé não fez cerimônia. Disse, sem rodeio, que hoje em dia tem muita gente confundindo curtida com conhecimento. Pra ele, opinião sem vivência vira só eco de si mesmo. E largou no meio da conversa, com aquele jeito seco que todo mundo entende: “tem gente que nunca segurou o rojão de uma gestão e quer ensinar política… às vezes nem sabe o que tá dizendo, só fala pra aparecer”. Não precisou levantar a voz, o peso veio na medida certa.
Quando o assunto mudou pra coletiva do prefeito, o tom ficou ainda mais carregado de significado. Zé balançou a cabeça, respirou fundo e soltou algo que chamou atenção de quem tava por perto: disse que chega a sentir um certo constrangimento vendo tanto discurso e pouca entrega. “Hoje se fala bonito demais… mas o povo quer é resultado”, comentou. E fez questão de puxar pela memória o tempo da sua gestão, principalmente na saúde, onde, segundo ele, o trabalho aparecia mais do que as palavras. “Era menos conversa e mais serviço”, reforçou, como quem deixa uma comparação no ar sem precisar apontar diretamente.
Mas foi quando entraram no terreno das alianças que a temperatura subiu de vez. Ao falar das movimentações políticas e possíveis caminhos de lideranças locais, Zé de Pedrinho deixou escapar algo que soou mais como alerta do que opinião. Reafirmou seu apoio ao deputado Jutay Menezes e foi além, olhando mais adiante que a próxima eleição. Disse que política é feita de memória, e que certas escolhas de hoje podem deixar marcas difíceis de apagar amanhã. “Tem decisão que abre ferida… e ferida mal curada vira cicatriz que atrapalha muita conversa lá na frente”, *comentou se referindo ao grupo Vieira que está para anunciar apoio a um pré candidato a Deputado Estadual. O recado não foi espalhafatoso, mas foi direto pra quem sabe ler nas entrelinhas.
No fim das contas, o que ficou daquela reunião não foi grito, nem ataque aberto. Foi algo mais sutil, e talvez até mais forte: a sensação de que, enquanto uns preferem o barulho das redes e das falas públicas, outros seguem jogando no silêncio, onde cada movimento é pensado com calma.
Fonte: Por José Antônio
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