
26/06/2026 às 15:00
A Caixa Econômica Federal divulgou, nesta sexta-feira (26), que o programa Novo Desenrola Brasil já movimentou R$ 5,5 bilhões em dívidas renegociadas, registrando um abatimento médio expressivo de 79,3% nos débitos.
O balanço reflete o esforço conjunto para conter a escalada do endividamento no país, que vem registrando altas consecutivas ao longo de 2026.
Do montante total renegociado pela instituição financeira, o maior volume financeiro concentrou-se no Desenrola Fies, superando a marca de R$ 3 bilhões. Na sequência, o Desenrola Empresas respondeu por R$ 2 bilhões, enquanto o Desenrola Famílias somou R$ 460,66 milhões. Já a modalidade voltada ao agronegócio, o Desenrola Rural, contabilizou cerca de R$ 3,5 milhões em acordos firmados.
Condições do Desenrola Famílias
A faixa voltada a pessoas físicas foca em cidadãos com renda mensal de até cinco salários-mínimos. O programa atende a contratos celebrados até 31 de janeiro de 2026 e que acumulem atrasos de 91 a 720 dias. As regras de renegociação incluem:
Descontos: Reduções que podem atingir até 90% do valor original da dívida.
Taxa de Juros: Fixada em 1,99% ao mês.
Parcelamento: Prazos flexíveis que variam de 12 a 48 meses.
Valor Mínimo: Parcelas acessíveis a partir de R$ 50,00.
Cenário de Alerta no Endividamento Nacional
A divulgação dos dados coincide com o avanço dos índices de inadimplência medidos pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).
De acordo com o relatório de maio, o percentual de famílias endividadas saltou para 81,6% — representando uma alta de 0,7% em relação a abril e um crescimento severo de 3,4% na comparação com maio de 2025. O índice de famílias com contas efetivamente em atraso (inadimplentes) oscilou para 29,9%, o que significa um aumento de 0,2% no mês e de 0,4% em um ano.
Apesar das projeções da CNC indicarem uma tendência de continuidade na elevação das dívidas para o mês de junho e para o próximo semestre, o lançamento do Desenrola 2.0 (ocorrido em maio) trouxe fôlego novo ao mercado. A confederação estima que a nova versão do programa federal consiga repetir o sucesso da primeira edição de 2023, atuando diretamente como um freio na curva de inadimplência dos consumidores brasileiros.
Fonte: Repórter PB
Para ler no celular, basta apontar a câmera