
18/10/2026 às 08:00
A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM) defende que as jornadas de trabalho no setor sejam definidas de acordo com as características de cada mina e por meio de negociação entre empresas e trabalhadores.
Segundo o presidente do Conselho da entidade, Luis Azevedo, minas próximas às cidades utilizam modelos como 5x2 e 6x1, enquanto operações remotas adotam escalas prolongadas, como 7x7 e 14x14, geralmente com turnos de 12 horas.
A ABPM cita experiências de países como Austrália, Chile e Peru, onde modelos compensados são utilizados, e afirma que a legislação brasileira dificulta a adoção dessas alternativas na mineração.
Azevedo também menciona o regime dos trabalhadores embarcados da Petrobras como exemplo de escala diferenciada já consolidada no Brasil.
“Para nós, o regime pode ser 6x1 ou 5x2. O essencial não está no número, mas na liberdade de construir, pela negociação, o arranjo que melhor atenda ao trabalhador e à empresa.”
Para a entidade, o desafio é encontrar um modelo que concilie direitos trabalhistas, segurança, produtividade, remuneração e qualidade de vida.
Fonte: Repórter PB
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