
16/06/2026 às 10:30
A Justiça da Paraíba prorrogou por mais 60 dias o afastamento funcional de um delegado e de um agente da Polícia Civil de Alagoas. A decisão, assinada nesta segunda-feira (15), atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) no âmbito de uma investigação que apura fraudes estruturadas em concursos públicos.
O Judiciário considerou que a permanência dos servidores na ativa representaria um risco ao andamento do processo, citando um episódio anterior de vazamento de informações sigilosas sobre uma operação policial.
O MPF argumentou que a extensão do afastamento é crucial para a preservação das provas, especialmente diante da perícia técnica agendada para um aparelho celular que foi apreendido na cela do agente policial. Os procuradores apontam que a análise do dispositivo é peça-chave para mapear a extensão da organização criminosa. Outra preocupação manifestada pelo órgão foi resguardar a lisura e a transparência do concurso em andamento para os cargos de agente e escrivão da Polícia Civil alagoana, evitando qualquer tipo de interferência interna dos investigados.
Apesar da medida restritiva, um dos alvos mantém formalmente as prerrogativas do cargo de delegado de carreira da instituição, embora permaneça destituído e afastado das atribuições de comando da Delegacia-Geral da corporação.
Os investigados seguem proibidos de acessar prédios da Polícia Civil e de manter contato com testemunhas do caso.
Fonte: Repórter PB
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