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PGR acompanha a Polícia Federal e rejeita em definitivo segunda delação do banqueiro Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro segue preso em uma sala especial na Superintendência da PF, em Brasília, desde o dia 4 de março de 2026, data em que foi deflagrada a terceira fase da Operação Compliance Zero.

Da Redação Repórter PB

16/06/2026 às 08:00

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Imagem Banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master ‧ Foto: Reprodução

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou, nessa segunda-feira (15), a segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Alvo de investigações da Polícia Federal (PF) por fraudes estruturadas no sistema financeiro nacional, o executivo teve o fim das negociações comunicado oficialmente ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Com o parecer negativo do Ministério Público Federal, a tentativa de colaboração do réu está definitivamente sepultada.

O revés jurídico da defesa ocorre poucos dias após a própria Polícia Federal também recusar o acordo na semana passada. Segundo o relatório dos investigadores, a proposta foi considerada ineficaz porque Vorcaro não apresentou fatos novos que já não fizessem parte do material apreendido nas buscas, além de ter se recusado a assumir a autoria dos crimes financeiros imputados a ele. Esta foi a segunda investida frustrada do banqueiro em menos de dois meses; no mês passado, o primeiro pacote de delação já havia sido sumariamente negado pelos órgãos de controle.

Daniel Vorcaro segue preso em uma sala especial na Superintendência da PF, em Brasília, desde o dia 4 de março de 2026, data em que foi deflagrada a terceira fase da Operação Compliance Zero.

A ação apura um esquema criminoso de fraudes no Banco Master e uma polêmica articulação para a compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), entidade vinculada ao Governo do Distrito Federal (GDF). Sem o benefício da delação, a defesa do banqueiro deve enfrentar o prosseguimento da ação penal em regime fechado, enquanto a PF avança no rastreamento dos ativos desviados.

Fonte: Repórter PB

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