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PF analisa dados bancários de filho de Lula em investigação sobre INSS

A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático foi solicitada pela PF em janeiro de 2026 e autorizada pelo ministro André Mendonça

Da Redação Repórter PB

27/02/2026 às 15:35

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Imagem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha ‧ Foto: redes sociais

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A Polícia Federal está analisando dados bancários de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito da investigação que apura descontos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações foram divulgadas pelo site Poder360.

A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático foi solicitada pela PF em janeiro de 2026 e autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorreu semanas antes de a CPI do INSS aprovar medida semelhante no Congresso Nacional.

Segundo a apuração, os investigadores cruzam as movimentações financeiras de Lulinha com as de outros investigados, entre eles o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso desde setembro de 2025, e a lobista Roberta Luchsinger. O objetivo é identificar o fluxo de recursos e verificar se houve transferências diretas ou indiretas entre as contas.

Documentos preliminares da investigação indicam a suspeita de que Lulinha possa ter recebido valores mensais de R$ 300 mil relacionados ao esquema, que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas. A hipótese investigada é que os pagamentos teriam sido operacionalizados por Antunes, apontado como um dos articuladores financeiros da fraude.

Na decisão que autorizou a quebra de sigilo, o ministro André Mendonça também determinou que provedores preservem e-mails vinculados ao empresário, com a finalidade de evitar eventual perda de provas. Indicado ao STF em 2021, Mendonça conduz a investigação sobre as fraudes no INSS e também relata processo envolvendo o Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e alvo de apuração por suspeitas contábeis.

Com a autorização judicial, os dados financeiros e comunicações de Fábio Luís passaram a integrar formalmente o escopo da investigação. Por meio de seu advogado, Marco Aurélio de Carvalho, Lulinha nega qualquer participação no esquema e afirma que as acusações são infundadas e têm motivação política.

A investigação segue em andamento.

Fonte: Repórter PB

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