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CPMI do INSS aprova quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva e sessão registra tumulto

O requerimento nº 2.939/2026 foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL)

Da Redação Repórter PB

26/02/2026 às 12:41

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Imagem Comissão da CPMI do INSS

Comissão da CPMI do INSS ‧ Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida abrange o período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026.

O requerimento nº 2.939/2026 foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a decisão tem como base declarações prestadas à Polícia Federal por uma testemunha, cujo depoimento foi posteriormente encaminhado à CPMI.

Durante a sessão, houve discussão entre parlamentares, com registro de empurra-empurra no plenário. A transmissão pela TV Senado foi interrompida após o início do tumulto.

O pedido de quebra de sigilos está relacionado ao relato de Edson Claro, ex-funcionário de um empresário conhecido como “Careca do INSS”. Em depoimento, ele afirmou que o empresário teria realizado pagamento de R$ 25 milhões a Fábio Luís, além de repassar valores mensais aproximados de R$ 300 mil. O testemunho não detalha a moeda utilizada na suposta transferência.

Também foram divulgadas informações de que Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, e André Fidelis, ex-diretor de Benefícios do instituto, estariam preparando acordo de colaboração premiada para tratar de possíveis responsabilidades no caso.

Em nota, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele não tem relação com as fraudes investigadas, não participou de desvios e não recebeu valores de origem ilícita. Esta é a primeira manifestação formal do filho do presidente por meio de seus advogados sobre o tema.

A CPMI segue em andamento no Congresso Nacional, com previsão de novos depoimentos e análise de documentos nas próximas semanas.

Fonte: Repórter PB

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