
26/02/2026 às 12:04
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (26), em entrevista ao portal Metrópoles, que considera exageradas as críticas direcionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, na condução do chamado caso Master. Segundo ele, o magistrado atendeu às solicitações apresentadas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal enquanto esteve na relatoria.
De acordo com Motta, o STF cumpriu seu papel institucional e as decisões adotadas pelo então relator seguiram os pedidos feitos pelos órgãos de investigação. “O STF tem cumprido seu papel. As decisões proferidas pelo antigo relator, Dias Toffoli, atenderam todos os pedidos que Ministério Público e a Polícia Federal fez”, declarou. O presidente da Câmara acrescentou que, em sua avaliação, houve exagero na repercussão do tema. “Eu penso que houve um exagero, por parte da mídia e no geral, do papel que o ministro Toffoli cumpriu. Ele atendeu esses pedidos e conduziu como sempre conduziu, com muito equilíbrio, as suas decisões”, afirmou.
Motta ponderou que sua posição não significa descartar críticas, mas reconhecer a atuação formal do ministro no processo. “Não estou dizendo que não há exagero. O que eu estou reconhecendo aqui é o papel que o ministro Toffoli cumpriu”, disse.
Dias Toffoli deixou a relatoria do caso após relatório da Polícia Federal apontar relação do magistrado com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O processo passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.
Na mesma entrevista, Hugo Motta também comentou a utilização de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para tratar do tema. Ele criticou a ampliação do escopo de comissões já instaladas, como a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado no Senado, para investigar o caso Master. Segundo o deputado, CPI deve observar fato determinado e não pode ser usada para fins eleitorais.
“Acho também errado mudar o escopo de CPI, que estava apresentado com um intuito, para se querer fazer palanque eleitoral sobre outro assunto. CPI tem escopo, tem fato determinado”, declarou.
O presidente da Câmara indicou ainda que não deve instalar uma CPI específica sobre o caso Master na Casa neste momento. Ele argumentou que há 16 pedidos de criação de CPIs aguardando análise e que o regimento interno permite o funcionamento simultâneo de até cinco comissões.
Fonte: Repórter PB
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