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Brasil leva seis ouros e duas pratas na WorldSkills Américas

Competidores de 18 países disputaram o título de melhor formação técnica em nove profissões, a maioria da área de tecnologia. Delegação brasileira foi pódio em todas as categorias que disputou

O Brasil mostrou, mais uma vez, que é referência no ensino técnico e que seus profissionais estão entre os melhores do mundo. O país garantiu pódio nas oito ocupações que disputou na WorldSkills Américas Guatemala 2021. Os alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo conquistaram seis ouros e duas pratas.


A competição ocorreu, pela primeira vez, no formato 100% digital. Ao todo, 50 competidores de 18 países concorreram ao título de melhor profissional do continente americano em nove ocupações, a maioria da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs). As provas ocorreram entre os dias 24 e 26 de novembro e o resultado foi anunciado no sábado (27).

Investimento que traz resultados

Além dos competidores, o Brasil também marcou presença com 10 avaliadores, dois preparadores e dois delegados, que auxiliam na organização do evento e na avaliação das provas. 

“Nós temos um dos melhores complexos de educação profissional do mundo e esse é mais um reconhecimento da qualidade do ensino e do diferencial dos nossos alunos. Profissionais da área de tecnologia serão cada vez mais demandados e o país mostra que, com investimento na formação de mão de obra, não vai ficar para trás. Pelo contrário, podemos ser referência mundial”, acredita o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

Conheça os vencedores

Vencedor na ocupação Soluções de Software para Negócios, Mikael Ribeiro Simões, de 19 anos, conta que dedicou muitas horas aos treinos, simuladores e à preparação física e psicológica: “Tudo focando no objetivo principal, que sempre foi a vitória, o ouro!”. 

O alagoano divide com os colegas de delegação a expectativa para o mundial, que será realizado em Shangai, na China, no próximo ano. “[Agora vou] me capacitar ainda mais, aumentar a intensidade dos treinos e me preparar para a seletiva nacional da WorldSkills, que começará em janeiro”, adianta. 

SENAI inicia seletivas nacionais para WorldSkills 2022

Anne Louise Paiva Calamucci, do Paraná, deixou para trás os rivais do Canadá e do país anfitrião, Guatemala, e levou o ouro na ocupação Arte de Jogo Digital. Apesar de já carregar no currículo o título de campeã paranaense em 2019, campeã brasileira em 2020 e finalista da seletiva nacional para Shangai, ela reconhece que o nível dos adversários foi um desafio. O maior prêmio, porém, é a experiência que adquire.

“A WorldSkills agilizou um processo muito longo de profissionalização. Tive a oportunidade de fazer muitos cursos e conhecer muitas pessoas incríveis. A medalha é algo que quero trazer para casa, mas meu maior prêmio sempre será a jornada. A experiência que adquiri participando da WorldSkills reflete diretamente na minha carreira profissional atualmente”, diz a competidora que já está contratada como artista digital em uma empresa internacional.

Resultados do Brasil na última edição mundial

A última WorldSkills ocorreu em Kazan, na Rússia, em 2019. Mais de 1.300 competidores de 63 países, em 56 modalidades, participaram do evento. O Brasil ficou em 3º lugar geral e conquistou 2 medalhas de ouro, 5 pratas e 6 bronzes. Nas edições anteriores, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e em São Paulo, o país encerrou a participação com 15 e 31 medalhas respectivamente.


Por Agência CNI de Notícias 

Repórter PB

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