
30/09/2026 às 17:30
Uma nova etapa do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) entra em funcionamento nesta quarta-feira (30), ampliando as possibilidades de emissão de receitas médicas no Brasil. A principal novidade é que algumas notificações de receita, como os modelos azul e amarelo, agora também poderão ser emitidas de forma eletrônica. O sistema passa a abranger ainda receitas de controle especial e documentos usados para medicamentos como antibióticos e os chamados agonistas de GLP-1.

Apesar da mudança, as receitas de papel não deixarão de existir, e a emissão eletrônica não passa a ser obrigatória para todos. Segundo a Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a adoção das novas funcionalidades será gradual. A ideia é dar tempo para que médicos, clínicas, farmácias, drogarias e empresas de tecnologia adaptem seus sistemas ao novo modelo.
Para as chamadas receitas brancas, haverá um período de adaptação até o dia 29 de outubro. Nesse intervalo, poderão coexistir três formatos: o papel, a receita eletrônica tradicional e a receita eletrônica integrada ao Sistema Nacional de Controle de Receituários. A partir de 30 de outubro, toda receita branca emitida digitalmente deverá estar conectada ao sistema nacional. Mesmo assim, quem optar pelo papel poderá continuar utilizando esse formato.
As farmácias e drogarias também ganham novas ferramentas e poderão conferir a autenticidade das receitas, validar os dados do prescritor e registrar a utilização do documento, aumentando a segurança e ajudando a evitar fraudes.
Criado pela Anvisa em 2024, o sistema centraliza o controle das receitas de medicamentos sujeitos a normas especiais em todo o país. A recomendação da agência é que profissionais de saúde, farmácias e empresas acompanhem as orientações e se preparem para a nova etapa.
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