Sousa/PB -

Extras

País deve registrar 9 mil novos casos de melanoma, nem sempre na pele

Rádio Agência

09/09/2026 às 19:32

Tamanho da Fonte

Você já ouvir falar em melanoma? É o tipo mais agressivo de câncer de pele, que responde pela maior parte das mortes entre os tumores cutâneos, mas que também pode afetar outros locais do corpo, como estruturas oculares e mucosas.

A Fundação do Câncer lançou, nesta quarta-feira (9), um novo boletim com dados sobre o cenário da doença no Brasil. O epidemiologista Alfredo Scaff, consultor médico da instituição e coordenador do estudo "Melanoma, Nem Sempre na Pele", destaca alguns indicadores.

Para 2026 são esperados cerca de 9 mil casos novos no país. Entre 1990 e 2021, O Brasil registrou mais de 1.300 casos de melanoma fora da pele e o local mais atingido foi o olho. O melanoma ocular costuma ser silencioso, sem dor e muitas vezes só é descoberto no exame de rotina. Por isso manter uma consulta médica em dia é fundamental.  

Alfredo Scaff chama a atenção ainda para o fato de que as regiões Norte e Centro-Oeste apresentam a maior letalidade pela doença no estudo, embora não liderem os índices de incidência no país.

A região sul tem as maiores taxas de incidência ligado à maior proporção de pele clara na população. Mas as maiores taxas de letalidade estão no norte e no centro oeste.  Ou seja, mesmo adoecendo menos, quem vive nessas regiões corre mais riscos de morrer.  Sinal de desigualdade no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

09/09/2026 - Estudo da Fundação do Câncer destaca que melanoma nem sempre é na pele - Na foto Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel/ Divulgação 09/09/2026 - Estudo da Fundação do Câncer destaca que melanoma nem sempre é na pele - Na foto Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel/ Divulgação
 Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo. Foto: Hugo Vilarroel/ Divulgação

O Centro-Oeste apresenta também a maior letalidade do país para homens, e 20,2% dos pacientes precisam se deslocar para outras regiões em busca de tratamento oncológico, evidenciando um importante gargalo de acesso à assistência especializada, segundo o estudo.

O Sudeste, por sua vez, lidera a realização de cirurgias como primeiro tratamento, com 89,6% dos casos.

Ainda segundo Alfredo Scaff, “as informações mostram que a incidência, isoladamente, não é suficiente para avaliar o impacto da doença. A disponibilidade de serviços especializados, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado são fatores fundamentais para melhorar os resultados e reduzir as desigualdades regionais na assistência oncológica”.

 

3:09

Continuar lendo ...
Ads 728x90

QR Code

Para ler no celular, basta apontar a câmera