
07/08/2026 às 13:55
Empresas que trabalham com sucata no estado de Alagoas são alvo de investigação do Ministério Público alagoano por possível envolvimento com crimes de sonegação fiscal, fraudes tributárias e lavagem de bens. O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa os R$ 16 milhões.
Para reunir provas que comprovem os ilícitos e desarticular o suposto esquema criminoso, o Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens do MP alagoano, em parceria com as secretarias estaduais da Fazenda e de Segurança Pública, deflagrou nesta sexta-feira (7) uma operação que cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em residências e empresas ligadas ao setor de reciclagem de metais. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da capital e cumpridos em Alagoas, na capital Maceió, e também no município de Marechal Deodoro. Os nomes das empresas investigadas não foram divulgados.
Segundo as investigações, o grupo utilizava os dados de outras pessoas, conhecidas popularmente como “laranjas” ou “testas de ferro”, como titulares formais do negócio para ocultar patrimônio e os reais proprietários. A estrutura contava ainda com a geração fraudulenta de créditos de ICMS e o uso indevido de incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento Integrado de Alagoas. Os investigados se utilizavam de sucessivas alterações societárias que serviam para manter o controle familiar do grupo e reduzir ilegalmente a carga tributária.
Ainda de acordo com as informações do MP, a dívida tributária já constituída em Certidões de Dívida Ativa ultrapassou os 16 milhões e 200 mil reais. Para efeito comparativo e do impacto da sonegação fiscal, o órgão destaca que com esse valor poderiam ser construídas 649 moradias populares destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social.
Além das medidas criminais, os itens apreendidos vão ajudar na atualização dos débitos fiscais identificados durante a investigação.

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