
07/08/2026 às 14:33
A Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida, da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, completou sete anos de atuação com resultados expressivos no enfrentamento à violência contra a mulher. Desde o início das atividades, em agosto de 2019, o programa contabilizou mais de 449 mil atendimentos em todo o estado.

Nesse período, as 50 equipes especializadas da corporação acompanharam 132 mil mulheres com medida protetiva e realizaram 1.004 prisões. A maior parte dos casos envolve agressores que descumpriram determinações judiciais criadas para garantir a segurança das vítimas.
A Patrulha Maria da Penha do Rio de Janeiro é a única iniciativa desse tipo no país, com atendimento em todo o território estadual, oferecendo acompanhamento especializado às mulheres que precisam de proteção.
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios para a segurança pública fluminense. Segundo a corporação, mais de 10% das chamadas que resultam no envio de viaturas estão relacionadas a casos de ameaça, agressão e outros tipos de violência de gênero. As ocorrências de violência doméstica e agressões contra mulheres ocupam atualmente a segunda posição entre os principais motivos de acionamento do serviço.
Apesar da atuação constante, a Patrulha Maria da Penha não funciona como um serviço de emergência. O trabalho das equipes é voltado principalmente para o acompanhamento de mulheres que já possuem medida protetiva concedida pela Justiça.
Por isso, a orientação para quem se sente ameaçada é procurar uma delegacia da Polícia Civil para registrar a ocorrência. Esse é o primeiro passo para solicitar a medida protetiva, que poderá ser analisada e concedida pelo poder Judiciário.
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