
01/06/2026 às 13:08
Em até três anos, os contribuintes podem ficar livres de declarar o Imposto de Renda, porque o processo vai ser automático. É o que espera o ministro da Fazenda, Dario Durigan. 

"Todos os bancos, todas as seguradoras, quem tem plano de saúde, quando você vai no médico emite nota fiscal, a receita já tem essa informação. Com a reforma tributária, estados e municípios vão se plugar a Receita Federal para que a gente tenha em um lugar só toda a informação fiscal do país. Não é possível que todo mundo já tendo declarado no dia a dia as suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar para mais uma vez prestar informações que muitas vezes a gente já tem. Então veja o ano que vem eu quero aumentar essa desobrigação mas espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem declaração de imposto de renda".
A declaração foi nesta segunda-feira (1), durante entrevista concedida à Rádio CBN.
Dario Durigan explicou que, já este ano, 4 milhões de pessoas receberam a restituição do Imposto de Renda de forma automática. Número que ele quer aumentar, até desobrigar todos os contribuintes.
"Esse ano, nós temos 4 milhões de pessoas que não precisaram declarar imposto de renda e vão receber restituição automática no seu Pix. Eu espero que o ano que vem a gente avance nisso. Eu não acho que seja pro ano que vem uma desobrigação universal. Ficaríamos todos desobrigados, mas o ano que vem nós vamos aumentar esse alívio para o contribuinte brasileiro que já paga, já cumpre com suas obrigações durante o ano".
De acordo com o ministro da Fazenda, a ideia é que as informações sejam colocadas no sistema e basta, ao contribuinte, conferir e validar os dados. Seria uma forma de aperfeiçoar a atual declaração pré-preenchida.
O prazo para declaração do IR deste ano encerrou na última sexta-feira. Segundo o ministro, mais de 44 milhões de declarações foram recebidas pela Receita Federal. Quem não enviou no prazo, ainda deve fazer a declaração, mas está sujeito a multa de 1% ao mês sobre o valor do imposto devido. A cobrança mínima é de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto.
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