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CFM veta uso do PMMA para fins estéticos ou de reparação

Rádio Agência

01/06/2026 às 13:46

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A proibição do polimetilmetacrilato (PMMA) como preenchedor para fins estéticos e reparadores por médicos será publicada nesta terça-feira (2). O anúncio foi feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

O PMMA é um acrílico, que pode usar usado como placas e lentes de contato. Para preenchimento, ele é usado no formato de microesferas suspensas em solução para ser injetada no corpo.

Nesse modelo, que é o alvo da resolução, a substância pode gerar reações imediatas, como alergias, hipersensibilidade e infecções.

A conselheira do CFM Graziela Bonin explica que o problema maior são as complicações tardias, porque o PMMA não sai do corpo e, por isso, pode causar reações inflamatórias crônicas, hipercalcemia e doença renal crônica. E a retirada do produto deixa sequelas irreversíveis.

"São os cirurgiões plásticos que acabam tendo que fazer esses procedimentos muito extensos para remoção do PMMA. Ele está entremeado no tecido saudável, portanto a sua retirada envolve, necessariamente, eu retirar tecidos saudáveis junto com o material. Então é uma cirurgia muito mutilante".

A resolução do CFM vai proibir os médicos de qualquer uso do PMMA como preenchedor. O objetivo é acabar com o PMMA no Brasil, como disse o presidente José Hiran Gallo.

"Vamos marcar uma reunião com o presidente da Anvisa para sensibilizá-lo que esse produto tem que ser banido das prateleiras do nosso mercado".

A única exceção para uso é o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/aids em centros de alta complexidade do SUS, para garantir o tratamento até que o Sistema Único de Saúde incorpore outros materiais.

Anvisa já restringia uso do PMMA

Em nota, a Anvisa afirmou que não existe autorização de uso do PMMA injetável para fins meramente estéticos. A única indicação é para a correção de tecidos por motivos de saúde e apenas por médicos devidamente habilitados e treinados.

Segundo a Agência, estudos realizados em 2025 não identificaram mudanças necessárias nessas indicações.

A Anvisa ressaltou que os demais entes do sistema de saúde também prevenir e reprimir a aplicação irregular do produto, além de notificarem a agência sobre relatos de pacientes e eventos adversos. Essas informações auxiliam na tomada de decisão sobre o produto.

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