
12/03/2026 às 18:50
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou nesta quinta-feira (12), no Rio de Janeiro, um documento para reforçar ações em prol da igualdade de gênero e enfrentamento ao feminicídio.

Segundo o BNDES, a iniciativa reforça o empenho do banco em combater a violência contra as mulheres. A assinatura da carta de compromisso com o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio aconteceu durante um evento especial de celebração ao Dia Internacional da Mulher, na sede da instituição, no Rio de Janeiro.
A carta define diretrizes para que o BNDES incorpore a perspectiva de gênero em suas políticas, programas e instrumentos de apoio. Também assume compromissos como influenciar os setores público e privado e incentivar práticas mais diversas, justas e inclusivas.
Entre as ações, estão a priorização de investimentos que fortaleçam serviços e estruturas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero nos estados e municípios.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o banco vem progredindo na redução das desigualdades em seu quadro funcional. Mas, segundo ele, ainda é preciso avançar muito, especialmente em relação às mulheres.
"Tivemos avanços importantes na participação em nosso concurso: 30% de vagas para pessoas negras, já chegamos a 20%; ainda tem novos servidores pra entrar e vai aumentar nossa participação relativa. Não atingimos ainda PCDs, fomos para 4,5%, era 1,5%. Precisamos ajustar a participação das mulheres nos concursos. Depois da pandemia, tem um problema estrutural que nós temos que entender e tomar medidas concretas pra manter esse equilíbrio tão saudável nas instituições, especialmente no BNDES."
O evento do BNDES também contou com a presença de mulheres de sucesso em suas áreas de atuação, como a judoca Rafaela Silva, medalhista olímpica em 2016 e 2024. Mesmo com toda essa projeção, ela conta que ainda enfrenta situações ligadas ao fato de ser mulher.
"No aeroporto perguntam: - São atletas? -Somos, de judô! - Ganharam? -Ganhamos! Só que perguntam só pros homens, não pras mulheres. Ou então, quando veem as mulheres, perguntam se somos do vôlei, ninguém imagina que somos atletas de luta. Até mesmo quando comecei no esporte, várias tias nossas falavam que era negócio de homem ficar se agarrando. Ainda hoje, eu entrei na seleção em 2008, tem pessoas que se chocam pelo fato das mulheres quererem fazer luta."
Ainda durante o evento, o BNDES anunciou a ação Mulheres em Segurança. A iniciativa vai facilitar o acesso de estados e municípios a recursos para modernizar delegacias especializadas, fortalecer a Patrulha Maria da Penha e estruturar abrigos para mulheres em risco.
Outra novidade é o BNDES Periferias Mulheres, que vai disponibilizar até R$ 80 milhões para projetos que incentivem o empreendedorismo feminino e a economia do cuidado em comunidades urbanas.
Também foi lançado o Procapcred Mulher, uma linha de crédito com juros reduzidos e prazos maiores para cooperadas de todo o país.
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