
12/02/2026 às 13:19
Uma megaoperação nesta quinta-feira (12) desmontou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma organização criminosa e o PCC, o Primeiro Comando da Capital, que movimentou mais de R$ 1,1 bilhão.

A investigação busca desarticular um sofisticado esquema de lavagem de capitais e ocultação de bens envolvendo um grupo empresarial do setor de distribuição de eletrônicos.
A força-tarefa, com mais de 140 agentes públicos, cumpre três mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em São Paulo e em Santa Catarina.
A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão dos investigados. Até o momento, já foram bloqueados mais de R$ 25 milhões em imóveis de luxo, veículos, contas bancárias em nome de “laranjas” e aplicações financeiras.
Ao todo, 32 pessoas são investigadas, sendo 18 pessoas físicas e 14 pessoas jurídicas, além de 36 contas bancárias monitoradas e bloqueadas.
A organização utilizava engenharia financeira complexa para desviar e pulverizar recursos, dificultando o rastreamento. As vendas eram realizadas por uma empresa principal do grupo, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada, com notas fiscais emitidas por outras companhias.
Essa engenharia permitiu a movimentação de ao menos R$ 1 bilhão em apenas sete meses. Além disso, o grupo usava pessoas ligadas a facções criminosas como sócios de fachada e beneficiários de imóveis de alto valor.
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