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Mais de 30% da população adulta do Distrito Federal sofre de insônia

Rádio Agência

10/02/2026 às 13:12

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A dona de casa Cristiane Figueiredo tem 49 anos, mora em Brasília e faz parte dos 31,1% da população adulta do Distrito Federal que sofre de insônia. Segundo ela, a dificuldade em dormir bem traz prejuízos, principalmente na parte da manhã. Sem acompanhamento, ela ainda investiga as razões desse desafio.

"[Só durmo] depois de 1 hora da manhã, 1h30, 2 horas.... Eu já vim dormir 5 horas da manhã. Aí a insônia me dá também muita ansiedade, inquietação nas pernas. Eu tenho muito calor. E me prejudica muito, eu fico muito mal-humorada, no outro dia fico muito sem paciência. A manhã é bem perturbadora para mim. Não tem um dia para eu dormir a noite toda. São todos os dias há anos, eu sou assim."

Divulgado esta semana, o estudo Perfil epidemiológico sobre hábito de vida foi realizado pela Secretaria de Saúde do DF em 2024. A médica do sono e pneumologista, Géssica Andrade, explica que, em média, um adulto deve dormir entre 7h e 9h por noite. A privação de sono atrapalha no funcionamento cerebral, o que pode gerar, no futuro, até mesmo doenças neurológicas.

'Quando a gente não dorme essas horas, ou seja, quando a gente tem uma privação de sono, o nosso cérebro não se recupera para o dia seguinte. Imagine que nosso cérebro organiza tudo enquanto a gente dorme. Inclusive, a gente tem um serviço no cérebro que ele serve como se fosse uma limpeza, e funciona nos sonos profundos. Se a gente não dorme, se a gente não entra no sono profundo, a gente não tem essa limpeza. E isso vai gerar algumas doenças. Por exemplo, a gente já sabe que tem as doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, já tem ligado a esse sono de má qualidade.'

01/02/2026 - Saiba como melhorar a qualidade do sono, tendo mais facilidade para dormir e menos insônia. Foto: WOKANDAPIX/Pixabay 01/02/2026 - Saiba como melhorar a qualidade do sono, tendo mais facilidade para dormir e menos insônia. Foto: WOKANDAPIX/Pixabay
Adultos devem dormir entre 7h e 9h por noite - WOKANDAPIX/Pixabay

Se comparado com os demais estados do país, os 31,1% do DF ficam próximos à média nacional, que é de 31,7%, ocupando a posição 15 no ranking. A médica Géssica Andrade dá algumas dicas que podem ajudar a melhorar a qualidade do sono.

'Procure dormir e acordar nos mesmos horários. Evite celular, televisão à noite. A luz atrapalha a produção da melatonina, vai fazer você dormir cada vez mais tarde e perder o sono. Lembre-se que o quarto foi feito para dormir. O seu quarto tem que ser um ambiente calmo, escuro, fresco e muito confortável. Tem que ser convidativo. Evite cafeína depois do fim da tarde, álcool à noite, refeições muito pesadas na hora de dormir. Procure comer mais cedo para só depois ir para a cama.'

De acordo com o levantamento, os sintomas de insônia são sentidos em 38% das mulheres e em 23% dos homens no DF. Com isso, elas ficam na posição 10 do ranking nacional, e eles, na posição 20.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em todo o mundo, 40% da população sofre com algum distúrbio do sono, como a insônia, o que se agravou após a pandemia de covid-19.
 

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