
09/02/2026 às 14:12
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o momento da política de juros é de calibragem. Ele participou, nessa segunda-feira (9), de um evento na Associação Brasileira de Bancos.

Segundo ele, é preciso reconhecer a melhora no cenário inflacionário desde que a taxa de juros alcançou os atuais 15% ao ano.
No entanto, é importante cautela no processo de redução da taxa Selic, esperado pra começar em março, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária.
“Por isso que a gente tá usando essa terminologia da calibragem. Não fazer um reconhecimento de que a gente tá numa situação diferente do que estávamos naquele momento, quando se concluiu pela alta, faria pouco sentido. Transmitiria uma certa alienação dos fatos e é pouco factual, por parte do Banco Central. Mas também, essa não é uma volta da vitória porque, justamente, a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica e, por isso, a gente tá falando de um ajuste”.
Caso Master
O Banco Master também foi assunto do debate. Gabriel Galípolo afirmou que o caso era muito mais complexo de entender do que apenas os 140% de rendimento prometidos nos papéis. O problema era a falta de ativos, bens e títulos, para pagar o que devia.
Apesar de ser um banco pequeno, segundo ele, a comoção em torno do caso mostra que a situação ia além do sistema financeiro.
“Quando a gente entende que esse é um tema que transcende, e acho que é isso que tá chamando atenção, a comoção toda, a questão simplesmente de regulação e estabilidade do sistema financeiro, a gente entende que é importante fazer o que a legislação manda, que é colaborar com a polícia federal e ministério público. E, óbvio, à parte dessa colaboração, é óbvio que tempos e movimentos dependem dessa troca e dessa interlocução”.
O presidente do Banco Central agradeceu o apoio do presidente Lula, que segundo Galípolo, deu todo espaço para o trabalho.
“Agradeço a Deus por estar passando por um processo como esse tendo como presidente o presidente Lula. Não só pela forma como ele reforçou, na fala dela, a autonomia, e quero sublinhar essa expressão, do Banco Central e da Polícia Federal”.
No fim, Gabriel Galípolo defendeu a autonomia financeira e orçamentária do Banco Central para aumentar investimentos e melhorar a capacidade de supervisão.
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