
05/02/2026 às 17:03


O coletivo Tambores de Olokun é inspirado no universo do Candomblé e nos maracatus de baque virado. O grupo se consolidou como espaço de formação, memória e pertencimento, levando música, dança e espiritualidade para o espaço público em celebrações como o cortejo anual em homenagem a Iemanjá e Olokun, com direito a apresentações históricas em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no centro do Rio.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio, Dani Monteiro destacou que a homenagem reconhece o papel estratégico da cultura popular na vida da cidade. Para ela, o carnaval de rua, os cortejos e o tambor são expressões vivas de identidade e pertencimento.
“Cultura é diversão e potência, gera trabalho e renda, movimenta a economia criativa e constrói a memória que fica nas ruas e nas pessoas. Valorizar o Tambores de Olokun é impulsionar e reconhecer a força do nosso povo”, afirmou a deputada.
Ela acredita que investir em cultura é fomentar proteção social e futuro, uma vez que a arte, ao ocupar as ruas, “afasta violências, fortalece vínculos comunitários, abre caminhos para a juventude e salva vidas. O Olokun mostra que o tambor também é ferramenta de formação, acolhimento e transformação. É esse tipo de iniciativa que constrói comunidades mais fortes, orgulhosas da própria história e donas do seu território. A cultura muda destinos. É uma honra poder reconhecer e dar o Prêmio Marielle Franco a esse grupo”, disse a deputada.
O prêmio foi criado em dezembro de 2021, a partir de projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa, de autoria original da deputada Zeidan e do ex-deputado estadual Marcelo Freixo, atual presidente da Embratur.
Continuar lendo ...Para ler no celular, basta apontar a câmera