
28/01/2026 às 18:17
Em 2025 foram assassinadas 80 pessoas trans e travestis no Brasil. O país é o primeiro no ranking dos que mais cometem esse tipo de crime. O dado é do dossiê anual da Antra, Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

Grupo social constantemente vítima de violações de direitos humanos, pessoas transexuais têm sua luta reforçada desde 2004 em 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans. O objetivo da data é promover reflexões sobre a cidadania das pessoas trans, travestis, transexuais e não-binárias.
Ao longo de anos dessa reivindicação de direitos, diversas instituições surgiram como forma de apoio. No Rio de Janeiro, a CasaNem, centro de acolhimento para pessoas LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade social, oferece abrigo, qualificação, estudo e formação.
O projeto inspirou a criação da Rebraca, Rede Brasileira de Casas de Acolhimento LGBTQIA+, em 2020, que atua em articulação com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para fortalecer políticas públicas de proteção e acolhimento.
Rafael Gomes, Coordenador Técnico da CasaNem, fala sobre a origem da iniciativa:
“No próximo mês, a CasaNem completa 10 anos de atuação no acolhimento das pessoas LGBTQIAPN+ e vulnerabilidade social, jovens que foram expulsos de casa, pessoas em situação de rua, principalmente as pessoas trans e pessoas travestis. Há 10 anos a ONG traz revolução por meio da sua idealizadora que é Indianarae Siqueira, a trans ativista, que é uma referência na luta dos direitos humanos”.
Ele também destaca a importância da Rebraca, que já conta com reconhecimento internacional.
“É uma rede muito importante, porque ela surgiu da necessidade de unificar as casas de acolhimento pelo país que surgiram no modelo de sucesso que foi a CasaNem, principalmente no período da pandemia. Hoje nós temos 22 casas filiadas à Rebraca em todo o Brasil que estão comprometidas no acolhimento das pessoas em vulnerabilidade, das pessoas trans, as pessoas travestis, as pessoas LGBTQIAPN+”
Para manter a estrutura e atividades, A CasaNem recebe doações e conta com uma loja virtual. O Supremo Tribunal Federal determina que atos de transfobia sejam considerados crimes, sem direito a fiança.
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