
16/06/2026 às 15:30
Otimizar a vigilância do “barbeiro”, inseto transmissor da Doença de Chagas, sem baixar a guarda, é o principal objetivo da oficina promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia, que teve início nesta terça-feira (16), pela manhã e à tarde, reunindo os coordenadores ambientais das 12 Regionais de Saúde. O evento, que prossegue até esta quarta-feira (17), está sendo realizado no auditório da Escola de Saúde Pública da Paraíba (ESP-PB), na capital.
O chefe do Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia, Nilton Guedes, destacou a importância do encontro. “Esses coordenadores são a referência da SES nos municípios. Daí a importância de fazer com eles um alinhamento das ações de operacionalização do Programa de Vigilância e Controle da Doença de Chagas, em todo estado, para o segundo semestre. Isso vai desde a busca mais rápida para o atendimento das pessoas, com relação à entrega de insetos suspeitos de ser transmissor do agravo, ao fluxo para o laboratório de entomologia e respostas”, falou.
Nílton informou ainda que nesse encontro estão sendo avaliados também os trabalhos de vigilância de monitoramento com ovitrampas, armadilhas destinadas a monitorar e controlar mosquitos (principalmente o Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras arboviroses).
“Distribuímos as armadilhas para todos os municípios e foi feita a qualificação de profissionais dos 223 municípios e agora teremos um momento de avaliação dessa nova tecnologia implantada no ano passado aqui na Paraíba. A ideia é avaliar o funcionamento e detectar o que necessita ser modificado ou realinhado”, disse.
Doença de Chagas - A Doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Ela é transmitida, principalmente, pelas fezes de um inseto conhecido como "barbeiro", que pica a pessoa para se alimentar de sangue e defeca no local. Ao coçar a área, a pessoa empurra as fezes contaminadas para dentro da pele ou das mucosas (como olhos ou boca).
O parasita entra na corrente sanguínea e se aloja em órgãos como o coração e o sistema digestivo.
Além do contato com o inseto, a doença pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados (como açaí ou caldo de cana moídos junto com o inseto), de mãe para filho durante a gravidez, ou por transfusão de sangue.
Sintomas comuns - Pode causar febre, dor de cabeça, fraqueza, gânglios inchados e, se o parasita entrou pelo olho, inchaço nas pálpebras.
Ainda pode afetar, anos após a infecção inicial, o coração (causando insuficiência cardíaca) ou o intestino (aumento do órgão).
A doença tem cura se for tratada logo no início.
Fonte: Repórter PB
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