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Saúde promove debate sobre transplante de órgãos com médicos e técnica do MS

Até maio, deste ano, foram 75 transplantes de córnea; oito de rim e sete de fígado.

O aposentado Raimundo Carvalho, de 85 anos, afirma que doar órgãos é algo que deve ser encarado de forma natural por todas as pessoas. “É um ato que salva vidas. Acho um absurdo quem não se preste a doar os órgãos e, sempre que posso, incentivo os familiares a comentarem a sua opção de ser um doador para que a família fique sabendo da sua vontade”, declarou.

Se todas as pessoas pensassem igual ao seu Raimundo, certamente, a situação do transplante de órgãos estaria bem mais confortável, em todo país. “A nossa população ainda tem alto índice de resistência e isso pesa no contexto das doações. Esta situação já mudou muito, mas, o processo é lento. Aqui na Paraíba, por exemplo, há mais de 50% de negativa familiar”, revelou a diretora da Central de Transplante, Dra. Gyanna Lys Montenegro, acrescentando ainda que, em 2018, foram realizados 190 transplantes de córnea; 25 de rim e três de fígado. Até maio, deste ano, foram 75 transplantes de córnea; oito de rim e sete de fígado.

“Houve um crescimento, tanto nos transplantes de córnea quanto nos de fígado, uma realidade que vem sendo mudada, cada vez mais, porque estão ocorrendo diversas ações”, complementou.

Uma dessas ações foi realizada nesta quinta-feira (13) pela manhã, na sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), na capital. O secretário Geraldo Medeiros coordenou o debate sobre a Política de Doação de Órgãos para Transplantes na Paraíba, ocorrido na sede da SES, que contou com a presença da coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Daniela Salomão, com a secretária executiva de Saúde, Renata Nóbrega; diretores de hospitais públicos e privados e médicos transplantadores.

“O potencial da Paraíba é muito interessante e são momentos como estes que nos conduzem a pensar juntos; fazer parcerias e promover capacitações”, disse a representante do Ministério da Saúde, Daniela Salomão, que se colocou à disposição para colaborar.

“Os dois hospitais de Trauma da Paraíba (João Pessoa e Campina Grande) podem ser usados como potenciais doadores de órgãos”, sugeriu o secretário Geraldo Medeiros.

Números de Transplantes/PB

Fila de espera:
Córnea – 312
Rim – 328
Fígado – 06

Equipes transplantadas:

Córnea:20 equipes
Rins: 03 equipes
Fígado: 02 equipes
Coração: 02 equipes
Medula: 01 equipe

Repórter PB

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