
27/05/2026 às 08:21
As articulações para a disputa ao Senado Federal em 2026 seguem movimentando os bastidores políticos da Paraíba. Nesta terça-feira (28), o deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB) confirmou que o grupo político ligado à família Bezerra ainda não fechou posição sobre o segundo voto para o Senado, mas admitiu aproximação com o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos).
Apesar da indefinição sobre a segunda vaga, Hervázio afirmou que o apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) já está consolidado dentro do grupo.
“O primeiro voto já está fechado com Veneziano. Sobre o segundo nome, existem conversas acontecendo e o nome de Nabor naturalmente entra nesse debate”, declarou.
As declarações ocorreram antes da sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), em meio ao avanço das negociações políticas envolvendo o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), além de lideranças da base governista.
Durante a entrevista, Hervázio voltou a demonstrar insatisfação com o tratamento dado a Leo Bezerra dentro do PSB e afirmou que isso provocou desgaste político dentro do grupo aliado da Capital.
“O PSB talvez seja o único partido do país que não demonstrou interesse em manter o controle político da Capital. Leo foi praticamente empurrado para fora do processo”, afirmou.
O deputado também reforçou que mantém posição contrária ao apoio ao ex-governador João Azevêdo (PSB) para o Senado. Segundo ele, o cenário político mudou após Leo assumir a Prefeitura de João Pessoa, o que exige uma construção mais ampla antes de qualquer definição.
“Hoje Leo ocupa uma posição diferente. Ele comanda o maior colégio eleitoral do estado e não pode tomar uma decisão isolada”, disse.
Hervázio revelou ainda que a família Bezerra deverá se reunir nos próximos dias para discutir o posicionamento político do grupo na disputa majoritária. Segundo ele, Leo Bezerra mantém diálogo com Nabor Wanderley, Hugo Motta, João Azevêdo e também com o deputado André Gadelha (MDB), ampliando o cenário de indefinição dentro da base política da Capital.
Fonte: Repórter PB
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