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Veneziano diz que PEC paralela não corrigirá erros da reforma previdenciária e defende inclusão de alterações no texto original

Em sua participação na CCJ, Veneziano criticou duramente essa postura e pediu explicações ao Senador Tasso Jereissati, relator da proposta.

No segundo dia de discussões sobre a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira (21), o Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) também teceu críticas a diversos pontos do texto (PEC 6/2019), lamentando a visão dos que defendem o governo, de afirmar que não seriam mais necessárias discussões sobre o tema, por entender que o projeto deveria ser aprovado na forma como veio da Câmara dos Deputados.

Em sua participação na CCJ, Veneziano criticou duramente essa postura e pediu explicações ao Senador Tasso Jereissati, relator da proposta. “Na oportunidade em que recebíamos o Ministro Paulo Guedes, expondo as suas propostas de formatar um pacto federativo, veio à tona a questão da reforma previdenciária, e o nosso companheiro, Senador Roberto Rocha, disse algo que me tocou e me deixou irresignado, afirmando que não seriam necessárias mais quaisquer discussões, e que preferível era dar um ponto final, da maneira como a proposta de emenda à Constituição aqui chegou”.

PEC Paralela não resolverá – Veneziano disse ao Senador Tasso Jereissati que o Bloco que ele integra não seria inocente em acreditar que seria proposta uma PEC paralela para corrigir as distorções da reforma previdenciária; e que a PEC paralela, uma vez criada, tramitaria sem fim entre as duas casas – Senado e Câmara – enquanto a proposta original, cheia de equívocos prejudiciais ao povo brasileiro – seria aprovada sem obstáculos.

Ele afirmou que não atuará como um Senador protocolizador para apenas deliberar e não produzir nada. “Tenho compromisso com as pessoas que acreditam no meu trabalho”.

Mais à frente, Veneziano lamentou os pontos da reforma da Previdência que, em sua opinião, vão prejudicar a maioria dos trabalhadores, na forma como vem sendo apresentada. “Estou amedrontado, aterrorizado, porque nenhum companheiro do governo vem questionar essa sacramentada forma que será imposta sobre 80% da população brasileira, que menos tem capacidade de suportar”.

Veneziano, que é advogado, perguntou ao Senador Tasso se as próximas audiências seriam para, realmente, aprofundamento da matéria, ou simplesmente protocolar. “Até para saber se eu estarei estimulado a participar de outras audiências ou não! Porque, caso contrário, eu vou apenas formalizar algumas emendas”.

“Eu vou deixar algumas emendas apresentadas ao relatório do Senador Tasso, porque amanhã vamos passar dessa esfera terrena e, nos Anais, quem sabe um paraibano diga: "eu quero saber como o Senador Veneziano, quando esteve sentado lá, se posicionou em relação a esse tema". Se nada eu tivesse proposto, se nada eu tivesse questionado, eu seria visto por outro conterrâneo, já em outra esfera, como um indolente, um negligente, um incompetente. E eu não quero passar essa impressão”, afirmou o Senador.

As ponderações de Veneziano receberam elogios de vários parlamentares e em diversas oportunidades ele foi aplaudido pelos presentes à reunião da CCJ. Veja o vídeo da fala de Veneziano: https://www.facebook.com/senadorvenezianovital/videos/2109920702635580/

Repórter PB

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