
06/06/2026 às 17:35
O médico pediatra Fernando Cunha Lima retornou ao Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, na noite dessa sexta-feira (05).
O recambiamento ocorreu após o encerramento do prazo de 180 dias de sua prisão domiciliar. Condenado por estupro de vulnerável, o réu teve sua pena ampliada nesta semana para 32 anos e 17 dias de reclusão, após a Justiça incluir mais uma vítima no processo.
O benefício do regime domiciliar havia sido concedido em dezembro de 2025 por razões de saúde, sob a justificativa de que o idoso necessitava de tratamento especializado fora das grades. A defesa chegou a protocolar um pedido de renovação da medida humanitária antes do vencimento do prazo, mas, como o Poder Judiciário ainda não analisou o requerimento, o pediatra precisou voltar à unidade prisional, onde aguardará a marcação de novas perícias médicas. A nova condenação reformulou a sentença anterior da juíza Virgínia Gaudêncio de Novais, que estipulava pouco mais de 22 anos de prisão.
Histórico de denúncias e fuga
Os crimes começaram a vir à tona quando a mãe de uma paciente de nove anos formalizou uma denúncia de abuso sexual contra o médico. O relato encorajou outras famílias a procurarem a polícia, incluindo a própria sobrinha do pediatra, Gabriela Cunha Lima, que revelou publicamente ter sido violentada pelo tio na década de 1990, durante uma viagem de veraneio. Ao todo, 16 testemunhas colaboraram com as investigações que tramitaram na 4ª Vara Criminal de João Pessoa.
Apesar de negar os crimes em audiências híbridas e silenciar diante das perguntas da acusação, Fernando Cunha Lima teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) em novembro de 2024. Ele chegou a fugir logo após a ordem judicial, figurando na lista de procurados da Interpol por quatro meses, até ser localizado e capturado pelas forças de segurança em 7 de março de 2025.
Fonte: Repórter PB
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