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Investigação

Operação Perfidus: Delegado e investigadores são presos por desvio de drogas na Paraíba

A apuração do MPPB aponta que o entorpecente apreendido ilegalmente nessas falsas operações não era registrado; em vez disso, parte da droga era desviada para comercialização, abastecendo inclusive o sistema prisional do estado.

Da Redação Repórter PB

02/06/2026 às 07:00

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Imagem Operação Perfidus deflagrada pela Polícia Civil

Operação Perfidus deflagrada pela Polícia Civil ‧ Foto: Reprodução

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Uma força-tarefa composta pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Perfidus.

A ação visa desarticular uma organização criminosa infiltrada na segurança pública, suspeita de cometer crimes de tráfico de drogas, corrupção e desvio de informações sigilosas em João Pessoa. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de R$ 10 milhões em bens dos investigados.

O principal foco da operação gira em torno de agentes públicos que se aproveitavam de suas funções institucionais para acobertar atividades ilícitas. Entre os detidos estão dois investigadores e o delegado Braz Morroni, titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio da capital.

Conforme a investigação, o grupo monitorava esconderijos e veículos utilizados por traficantes civis para armazenar entorpecentes. Utilizando a estrutura oficial da polícia para dar aparência de legalidade, o bando realizava investidas clandestinas e roubava as cargas de drogas dos criminosos rivais.

A apuração do MPPB aponta que o entorpecente apreendido ilegalmente nessas falsas operações não era registrado; em vez disso, parte da droga era desviada para comercialização, abastecendo inclusive o sistema prisional do estado.

Os lucros do esquema eram partilhados entre os policiais corruptos e os traficantes parceiros. Além do desvio de substâncias, os alvos são investigados por manipular inquéritos policiais e vazar dados de operações institucionais para lideranças do crime organizado. Os presos permanecem à disposição da Justiça e passarão por audiência de custódia.

Fonte: Repórter PB

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