
19/05/2026 às 09:50
A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito policial que investigava um suposto esquema de “funcionário fantasma” no sistema prisional do estado.
O principal alvo é um servidor que teria recebido mais de R$ 750 mil em salários sem exercer regularmente suas funções, enquanto residia e atuava profissionalmente a milhares de quilômetros de distância do território paraibano.
As investigações, lideradas pelo delegado Emanuel Henriques do Nascimento, contaram com o apoio da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP/PB) e da Divisão Especial de Combate à Corrupção de Roraima (DECOR/RR).
O inquérito apontou que o investigado ocupava um cargo efetivo em presídios do Sertão da Paraíba — nas cidades de Conceição e Itaporanga —, mas, simultaneamente, exercia o cargo de presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB/RR). Mesmo morando a cerca de 4.900 km das unidades prisionais, ele recebeu remunerações e benefícios regularmente até abril de 2024, sem qualquer registro de falta.
De acordo com o levantamento do Ministério Público da Paraíba (MPPB), o desvio acumulado chegou a exatamente R$ 756 mil. O esquema contava com possíveis fraudes nas folhas e relatórios de controle de frequência.
Com a conclusão das investigações, cinco pessoas foram indiciadas pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. O caso foi remetido ao Poder Judiciário para o início da tramitação processual.
Fonte: Repórter PB
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