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Instituição

FCJA ganha laboratório para digitalizar todo acervo e facilitar acesso ao patrimônio histórico e cultural

Ao longo de mais de quatro décadas, a FCJA se tornou uma das mais importantes instituições de memória do estado da Paraíba, com um considerável patrimônio histórico e cultural.

Da Redação Repórter PB

22/06/2022 às 19:50

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Imagem Fundação Casa de José Américo (FCJA) terá o seu Laboratório de Digitalização e Informação Histórica (Digitalih)

Fundação Casa de José Américo (FCJA) terá o seu Laboratório de Digitalização e Informação Histórica (Digitalih) ‧ Foto: Divulgação

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A partir da próxima semana, a Fundação Casa de José Américo (FCJA) terá o seu Laboratório de Digitalização e Informação Histórica (Digitalih), com o qual poderá digitalizar e arquivar em meio virtual todo o seu rico acervo. Antes da inauguração desse espaço, no entanto, a instituição realizou, nos dias 21 e 22 deste mês, um treinamento para uso do Scanner Planetário Zeutschel, principal equipamento do laboratório.

O Digitalih, sonho antigo da FCJA, seguirá as normas recomendadas pelo Conselho Nacional de Arquivos (Conarq) e pelo Arquivo Público do Estado da Paraíba (APEPB) para a captura digital de imagens, com controle de qualidade arquivística, fidelidade ao documento original, capacidade de interoperabilidade e adoção de padrões para a segurança, o armazenamento e a preservação em Repositório Arquivístico Digital Confiável (RDC-Arq). “Cada documento será salvo em um acervo intocável, em formato original. Mas também teremos a produção de cópias em formato mais leve, para uso cotidiano”, explicou a professora Lúcia Guerra, gerente de Documentação e Arquivo da FCJA.

Ao longo de mais de quatro décadas, a FCJA se tornou uma das mais importantes instituições de memória do estado da Paraíba, com um considerável patrimônio histórico e cultural. A preservação e o acesso a esse patrimônio serão incrementados a partir do Digitalih, que possibilitará o uso pedagógico desse material e subsidiará a atuação de pesquisadores e docentes. “Com o acervo digitalizado, acreditamos que o acesso terá um aumento exponencial”, avaliou a professora.

Avaliado em R$ 385 mil, o scanner planetário foi adquirido por meio do processo de descentralização orçamentária da Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia (SEECT), como parte de um projeto de preservação e acesso ao patrimônio histórico e cultural da FCJA, cujo valor total é R$ 500 mil. Uma equipe de quatro servidores ficará responsável pelo processo de digitalização; outra, fará o controle de qualidade; por fim, o material será replicado em, no mínimo, três espaços virtuais, para garantir a sua salvaguarda.

O treinamento, realizado pelo técnico Thiago Telles, da empresa Scan System (SP), mostrou como manusear o documento a ser escaneado, como evitar perdas físicas e digitais durante o processo e como preservar o produto dessa operação, entre outros pontos.

Colaboração – Inicialmente, o Digitalih atenderá à demanda da FCJA, mas será possível atender órgãos e secretarias estaduais que possuam acervos a serem preservados e disponibilizados – em especial, a própria SEECT. O laboratório também poderá servir de espaço para a capacitação e a formação complementar de alunos da rede pública da educação básica e do ensino superior, nas áreas de tecnologia da informação e de educação patrimonial.

“Vale ressaltar que este projeto atende a uma demanda social por informação, apresentando interface com o Programa Governo Digital, na medida em que contribuirá para o exercício da cidadania, em especial no direito à memória e à história, com o uso das novas tecnologias”, finalizou Lúcia Guerra. O material digitalizado da FCJA será disponibilizado no site institucional (https://fcja.pb.gov.br/).

Fonte: Repórter PB

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