Agradecimentos

Famílias atingidas pela Barragem de Acauã agradecem ao Governo pela publicação de decreto que garante desapropriação de áreas

O decreto que torna de utilidade pública para fins de desapropriação cerca de 330 hectares foi publicado no Diário Oficial do dia 10 deste mês

O passo dado pelo Governo do Estado para garantir a desapropriação das áreas de cinco imóveis rurais para construção da Agrovila Águas de Acauã, no município de Itatuba, obteve grande repercussão entre as famílias atingidas pela construção da Barragem de Acauã, bem como pelas instituições envolvidas no processo. O decreto que torna de utilidade pública para fins de desapropriação cerca de 330 hectares foi publicado no Diário Oficial do dia 10 deste mês.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB-PB) agradeceu ao governador João Azevêdo pelo “compromisso, o sentimento humano de resgatar uma parte importante dessa dívida histórica que o Estado da Paraíba e o Estado brasileiro tem conosco”, ressaltando ainda ser este um “momento extremamente difícil na agenda política nacional, onde não existe mais a pauta da reforma agrária e as violações de direitos humanos se intensificam”.

Na mensagem ao governador João Azevêdo, o MAB-PB classifica ser este um momento histórico e destaca que o Governo da Paraíba fez a diferença neste caso, apesar de ser um Estado pobre e de estar vivendo uma crise econômica provocada pela pandemia. “Agora, se abrem novos desafios para a concretização de uma verdadeira política de reassentamento para as populações atingidas por barragens na Paraíba!”, diz a mensagem do MAB/PB.

A mensagem enfatiza ainda que com esta ação as famílias “têm agora uma real perspectiva de voltar a produzir em suas terras e águas” e que “quase 20 anos depois, temos motivos para dizer que esta terra é nossa!”

Confira a íntegra da mensagem do MAB-PB

Ao Sr. Governador João Azevedo,

Bom dia!

Em nome das famílias organizadas no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB ), vimos aqui agradecer o seu compromisso, o sentimento humano de resgatar uma parte importante dessa dívida histórica que o Estado da Paraiba e o Estado brasileiro tem conosco.

Vivemos um momento extremamente difícil na agenda política nacional, onde não existe mais a pauta da Reforma Agrária e as violações de direitos humanos se intensificam.

Em plena pandemia, crise econômica e demais problemas no Brasil, o Governo da Paraiba, que tem nas mãos um Estado pobre, fez a diferença neste caso. Agora se abrem novos desafios para a concretização de uma verdadeira política de reassentamento para as populações atingidas por barragens na Paraíba!

Estamos felizes por demais, agora é oficial! Momento mais que histórico nas nossas vidas!

Parece um sonho que está se tornando real, muitas e muitos companheiras e companheiros sofreram violações e tem agora uma real perspectiva de voltar a produzir em suas terras e águas. A questão da terra para produzir e do acesso à água sempre foram os primeiros pontos de pauta das nossas reivindicações desde 2002, e só agora, quase 20 anos depois, temos motivos para dizer que esta terra é nossa!

Iremos continuar acompanhando de perto todos os passos para implantação da Agrovila Águas de Acauã, primeira agrovila efetiva dos atingidos por barragens na Paraíba.

Viva a luta dos e das atingidos(as) por barragens!

Viva a organização da classe trabalhadora!

Água e energia, não são mercadoria!

Grande abraço e muito obrigado!


Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)– Paraíba

Projeto Agrovila Águas de Acauã - O projeto da Agrovila Águas de Acauã, a ser executado pelo Governo do Estado, visa assentar 100 famílias da comunidade Costa, localizada no município de Natuba. Orçado inicialmente em aproximadamente R$ 15 milhões, prevê a construção de casas com dois quartos, escola com quatro salas de aula, galpão para usos diversos, campo de futebol, vias principais pavimentadas, sistema de eletrificação e iluminação, perfuração de poços artesianos e sistema de abastecimento de água, numa área total de 328 hectares, localizada no município de Itatuba, onde cada família terá acesso a 1,5 hectare de terra. Todo projeto foi elaborado de acordo com as discussões ocorridas anteriormente com representantes do MAB.

Repórter PB

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