Sousa/PB -
Decisão

Justiça aceita denúncia da Operação Perfidus e torna réus delegado e agentes civis na PB

Os réus terão 10 dias para apresentar resposta à acusação, enquanto a Justiça autorizou o compartilhamento de provas com inquéritos paralelos e com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

Da Redação Repórter PB

26/08/2026 às 07:45

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Imagem Delegado Braz Morroni

Delegado Braz Morroni ‧ Foto: Reprodução

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A Justiça da Paraíba acatou a denúncia do Ministério Público (MPPB) e tornou réus oito investigados na Operação Perfidus, que apura o envolvimento de policiais civis e traficantes em um esquema de desvio de entorpecentes na Grande João Pessoa.

A decisão, assinada nessa terça-feira (25), dá início formal à ação penal por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), a rede contava com a participação do delegado Braz Morroni e dos agentes Everton Aires e Eduardo Jorge, lotados na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT).

O grupo é acusado de usar viaturas oficiais e sistemas de inteligência para apreender e apropriar-se de cargas de drogas de facções rivais, reintroduzindo o material no comércio ilegal com o apoio de lideranças do narcotráfico. Em nota, a defesa de Eduardo Jorge alegou que ainda não obteve acesso integral aos elementos da investigação.

A decisão judicial manteve a prisão preventiva de sete acusados — incluindo o delegado e os dois agentes — e a prisão domiciliar de uma investigada, citando a gravidade dos fatos e o risco de interferência no processo.

Os réus terão 10 dias para apresentar resposta à acusação, enquanto a Justiça autorizou o compartilhamento de provas com inquéritos paralelos e com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

Fonte: Repórter PB

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