
17/08/2026 às 15:40
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, promoveu, nesta segunda-feira (17), o 3º Seminário de Vigilância e Controle Vetorial das Arboviroses (dengue, chikungunya e zika). O objetivo foi fortalecer a atuação dos profissionais de vigilância em saúde ambiental e controle vetorial dos municípios com aumento de casos, com foco na utilização das ovitrampas (armadilhas usadas por órgãos de saúde para monitorar a presença e a quantidade do mosquito Aedes aegypti), além de promover a atualização sobre o cenário entomológico das arboviroses no estado. O evento ocorreu, durante todo o dia, no Hotel Littoral, na capital.
O seminário reuniu coordenadores municipais de Vigilância Ambiental e supervisores de Agentes de Endemias, profissionais que atuam diretamente nas ações de vigilância e controle vetorial nos municípios paraibanos.
A gerente executiva de Vigilância em Saúde, Talita Tavares, destacou a situação climática como sendo um agravante para o aumento de casos. “Nós estamos num cenário atípico, com aumento de casos em algumas regiões, nesse período, quando, geralmente, é registrado no início do ano. O que tem contribuído para isso é o aumento das temperaturas e a chegada do El Niño”, disse.
Talita lembrou ainda que esses profissionais já foram qualificados no ano passado e nesse evento é o momento de se aprofundar no processo. E frisou a importância da participação da sociedade. “É necessário que a população também faça a sua parte, eliminando os focos do mosquito, porque ainda é predominante a maioria desses focos dentro e ao redor dos domicílios”, alertou.
A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba (Cosems), Soraya Galdino, chamou a atenção dos municípios para que cada um faça o dever de casa. “Vocês precisam entender que nós estamos em risco grande por conta das variações climáticas, com temperaturas muito elevadas e precisamos estar atentos a esse problema e trabalhar de forma incessante em cada bairro do seu município, para que não haja a proliferação do mosquito”, observou.
O representante do Ministério da Saúde, o consultor técnico Ricardo Augusto Passos, também falou da importância de ter uma organização para enfrentar o El Niño. “Que nesse evento a gente possa discutir várias alternativas e estratégias, repensando como serão executadas as ações lá na ponta, nos municípios. Devemos tirar daqui o melhor resultado evitando que essas arboviroses ocorram e, principalmente, os óbitos, que são evitáveis”, pontuou.
De acordo com a programação, teve a apresentação da experiência exitosa da utilização de Ovitrampas em Picuí, feita pelo coordenador da Vigilância Ambiental na Secretaria Municipal de Saúde do município, Marcelo de Araújo Santos. “A partir de uma qualificação que recebemos da SES sobre o uso de ovitrampas, conseguimos, de janeiro até agosto desse ano, visitar 100 por cento das nove áreas prioritárias do município. O resultado é que o número de casos caiu e conseguimos controlar as infestações do mosquito,” informou.
Ovitrampas - São armadilhas usadas para monitorar a presença e a densidade do mosquito Aedes aegypti. Elas consistem em um vaso escuro com água e um suporte (palheta) onde a fêmea do mosquito coloca os ovos, permitindo mapear áreas de risco antes de surtos de dengue, zika e chikungunya.
Municípios participantes - Participaram do seminário os municípios: Alagoa Grande, Bayeux, Bom Jesus, Brejo do Cruz, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Cuité, Guarabira, Ingá, Itabaiana, João Pessoa, Juru, Mamanguape, Monteiro, Natuba, Patos, Pedras de Fogo, Picuí, Pombal, Princesa Isabel, Santa Luzia, Santa Rita, Santa Teresinha, São Bento, São João do Rio do Peixe, São José de Piranhas, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Solânea, Sousa, Sumé, Tavares eTeixeira.
Boletim das arboviroses - Até a semana epidemiológica nº 30 (de janeiro a agosto de 2026), observou-se que os casos prováveis de arboviroses em 2026 totalizam 5.818, sendo 97,46% para dengue; 2,49% para chikungunya e 0,05% para Zika.
De acordo com análise comparativa dos casos prováveis entre o período de 2025 e 2026, percebe-se que para dengue houve um aumento de 4,71%, enquanto chikungunya apresentou redução de 69,73%. Em contrapartida, a doença pelo vírus Zika mantém uma circulação residual com três casos notificados no período.
Quanto à dengue grave e óbitos, foram 53 casos notificados no período para dengue com sinais de alarme ou dengue grave e foram confirmados 11 óbitos por dengue, no estado.
Fonte: Repórter PB
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