
10/06/2026 às 06:20
O Governo Federal estuda elevar para 32% a fatia obrigatória de etanol anidro misturado à gasolina comercializada no Brasil (E32).
O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nessa terça-feira (09), após reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças do setor sucroenergético. A proposta, que atende a uma demanda direta dos produtores de biocombustíveis, será submetida ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) com previsão de avaliação em até 15 dias.
Atualmente fixada em 30% (E30), a ampliação da mistura integra as metas da Lei Combustível do Futuro e visa acelerar a descarbonização da matriz de transportes do país. Conforme projeções do Ministério, o acréscimo de 2% no combustível fóssil aumentará a segurança energética nacional e reduzirá a dependência externa de derivados de petróleo, gerando uma economia estimada em 450 milhões de litros de gasolina importada. A medida também atua como um colchão amortecedor contra a volatilidade dos preços internacionais do barril de petróleo provocada por tensões geopolíticas.
Representantes do setor produtivo garantem a viabilidade técnica da transição para os motores nacionais e apontam vantagens diretas para o bolso do cidadão.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a diferença de preço entre o etanol e a gasolina — que hoje chega a uma média de R$ 2,40 por litro — fará com que o aumento da mistura alivie o custo final nas bombas.
Com a expectativa de um incremento de 4 bilhões de litros de etanol na safra deste ano, a indústria assegura o pleno abastecimento do mercado interno para a nova demanda.
Fonte: Repórter PB
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